30.9.10

Boletim de Avaliação - Pacific Division - Clippers

Los Angeles Clippers

Não é fácil ser fã dos Clippers. São uma das constantes desilusões da NBA, passando as últimas duas décadas entre ter uma equipa má que fica nos últimos lugares da liga e ter uma equipa boa que fica sempre aquém do potencial. Este ano, mais uma vez, parecem ter o potencial para conseguir muito mais vitórias que em 2009-2010 (tiveram 29 apenas).
A maior aquisição para esta época é a estreia do nº1 do draft de 2009, Blake Griffin, que não jogou a época passada por lesão.

Entradas / Saídas
Tinham espaço salarial para um contrato máximo e entraram na corrida por Lebron, mas acabaram o período de free agency sem conseguir atrair um dos grandes nomes.
Saíram Steve Blake, Drew Gooden e Travis Outlaw e entraram Al-Farouq Aminu (escolha no draft), Eric Bledsoe (escolha no draft), Ryan Gomes, Randy Foye e Brian Cook.

Frontcourt
Com Griffin recuperado e Kaman vindo de uma grande época, têm um dos melhores frontcourts da Conferência Oeste. E, com Aminu, têm ainda outro ressaltador poderoso a vir do banco.

Como small forward (aquela posição que procuravam preencher na free agency) estará Ryan Gomes, que, não sendo o grande free agent que desejavam, fez uma boa época em Minnesota (10.9 pts, 4.6 res) e é uma boa adição.

Backcourt
Baron Davis já não é o base de outrora, mas ainda é um dos melhores bases da Conferência Oeste. Terá no entanto de melhorar a selecção e percentagem de lançamento. Eric Gordon foi uma das surpresas do ano anterior e é actualmente o elemento mais fiável do backcourt dos Clippers. Volta da selecção dos Estados Unidos motivado, com a medalha de Ouro no Campeonato do Mundo da FIBA.

Banco
Aqui encontramos uma curiosa colecção de jogadores que nunca (ou ainda não) atingiram o potencial que lhes era apontado: Randy Foye, DeAndre Jordan, Brian Cook. Parece o banco ideal para fazer jus ao historial dos Clippers, mas não o banco ideal para atacar os lugares de playoff. Esta era a área que mais precisavam de reforçar e pouco fizeram.

Treinador
Contrataram Vinnie Del Negro que, depois de ter sido contratado por Chicago sem nenhuma experiência anterior de treinador (e posteriormente despedido), tem aqui a sua segunda equipa na NBA. Colocar os Clippers a jogar bem e a competir na forte Conferência Oeste? Ai está um grande desafio para um treinador ainda inexperiente.

Resumo
Os Clippers têm um 5 inicial bom, embora 4 desses jogadores já lá estivessem o ano anterior, por isso, não melhoraram muito esta offseason. Para aspirar a lutar pelos playoffs, têm de conseguir manter-se longe das lesões (uma praga que parece persegui-los).
E, mesmo assim, com o banco pouco reforçado, poderá não ser suficiente.

Nota: 9


(próximo: Pacific Division - Los Angeles Lakers)

29.9.10

Boletim de Avaliação - Pacific Division - Warriors

Golden State Warriors

A última movimentação, dias antes do training camp começar, foi o despedimento do treinador Don Nelson e a promoção do treinador-adjunto Keith Smart para treinador principal, por isso talvez este ano os Warriors comecem a defender.

Entradas / Saídas
Foi das equipas que mais movimentações fez: saíram Anthony Morrow, Anthony Tolliver, CJ Watson, Anthony Randolph, Kelenna Azubuike, Ronny Turiaf, Corey Maggette, Devean George e Chris Hunter e entraram Ekpe Udoh (escolha no draft deste ano), David Lee, Louis Amundson, Dan Gadzuric, Charlie Bell, Rodney Carney, Dorrel Wright e Jeremy Lin.

Trocaram uma mão cheia de jogadores jovens e com potencial por jogadores mais velhos e mais estabelecidos na liga, o que deverá melhorar um dos principais problemas da equipa: a falta de consistência e irregularidade.

Frontcourt
O jogo interior está mais forte, com a troca de uma esperança e um trabalhador (Randolph e Turiaf) por uma certeza e outro trabalhador (Lee e Amundson). Se Andris Biedrins tiver uma época sem lesões e voltar ao nível de há 2 anos atrás, o frontcourt de Lee e Biedrins vai assegurar melhor defesa e mais ressaltos.
Udoh é um extremo atlético que deve integrar-se bem no jogo rápido dos Warriors e providenciar mais defesa também. No entanto lesionou-se no pulso e só voltará a jogar daqui a 4 a 6 meses, pelo que não será um elemento a contar para esta época.

Perderam Corey Maggette e com a saída de Morrow perderam um grande atirador (entrou outro atirador, Wright, mas não tão bom) e a posição de small forward parece a mais fraca do 5 inicial.

Backcourt
O jogo exterior está praticamente igual e os Warriors continuam com um problema por resolver no backcourt: é um backcourt pequeno, em que apenas um dos jogadores defende e com dois jogadores semelhantes e que não se complementam. Monta Ellis é exclusivamente um marcador de pontos que precisa de ter sempre a bola na mão para render e Stephen Curry é um base, marcador também, mas com muito mais capacidade de construção que também precisa de ter a bola.

Banco
No banco, é onde se nota o lado menos positivo de trocar os jogadores jovens pelos mais estabelecidos: ganharam estabilidade, mas perderam explosividade, velocidade e talento.

Resumo
Com todas as entradas e saídas, a equipa de Golden State parece ter ficado mais ou menos na mesma: ganhou talento no 5 inicial, mas perdeu talento nos suplentes. Ganhou mais poder no jogo interior, mas perdeu no jogo exterior. Juntaram elementos que ajudarão a melhorar a defesa, mas conseguirão manter o ataque? É uma equipa que parece ter trocado umas forças por outras e a maior incógnita é se o novo treinador consegue colocar a equipa a defender melhor sem perder a eficiência ofensiva de anos anteriores.
O saldo desta offseason é positivo, mas não muito.

Nota: 11



(amanhã: Pacific Division - Los Angeles Clippers)

28.9.10

Faltam 27 dias

Uma nova época da NBA está prestes a começar. Depois de uma das offseasons mais movimentadas (a mais movimentada?) de sempre, as equipas iniciaram os seus treinos esta semana. As trocas estão feitas (embora corram os rumores de mais movimentações importantes antes de começar a época), os free agents estão contratados, os ajustes e retoques nos plantéis estão terminados (ou quase) e é a altura do ano para os discursos optimistas, aquela altura de altas expectativas, em que todas as equipas estão convencidas que esta será uma época melhor que a anterior.

Desde 2ª feira as equipas têm-se apresentado aos meios de comunicação social e, atendendo às declarações aos jornalistas, todas melhoraram o plantel, todas estão melhor que o ano passado e todas vão fazer progressos.

Não quer isto dizer que todas têm o mesmo objectivo. Enquanto algumas definem a conquista do título como objectivo, outras querem chegar mais longe nos playoffs que no ano anterior e para outras chegar aos playoffs já será uma vitória.

Mas terão todas feito as melhores contratações e as mudanças certas para o conseguirem?
No site da NBA, avaliaram a offseason de cada uma das 30 equipas nos Summer Report Cards e, a julgar pelas notas dadas, muitas equipas parecem tê-lo feito. Um dado curioso ressalta: nenhum das 30 equipas recebeu um F (uma negativa, na escala escolar americana). Mas será possível que nenhuma tenha piorado ou errado nas decisões tomadas?

É claro que ainda não se jogou um único minuto da nova época e, no papel, todas as decisões são boas. E, embora concordemos com algumas das notas dadas, outras parecem-nos, no mínimo, muito optimistas.

Por isso, até a época começar (dia 26 de Outubro, marquem nos vossos calendários), vamos fazer um resumo das movimentações e contratações e fazer a nossa avaliação das 30 equipas, divisão a divisão, a começar pela dos actuais campeões.

Amanhã: Boletim de Avaliação da Pacific Division.

Durant, MVP da humildade

Durante uma entrevista para uma rádio perguntaram a Dwight Howard quem preferia ter na sua equipa: Lebron James ou Kevin Durant.
A resposta do Superman? "I'm gonna go with Kevin."

Confrontado pelos jornalistas com esta opinião de Howard, Durant ficou lisonjeado, mas acrescentou: "Para ser honesto, como competidor e como alguém que é honesto consigo mesmo, não acho que esteja no nível do Lebron ainda. Estou a trabalhar, no entanto. Posso dizer-vos isso. Estou a tentar chegar lá. Mas, neste momento, penso que não estou no nível dele."

Depois de ter sido o jogador mais jovem de sempre a ganhar o título de Melhor Marcador da NBA e ter sido eleito o MVP da última edição do Campeonato do Mundo da FIBA, diz que "nada disso importa agora. Não posso encostar-me ao que fiz no passado, tenho de continuar a trabalhar e fazer o meu futuro ainda melhor e o futuro da minha equipa ainda melhor." Elege como prioridades para a próxima época "melhorar o domínio de bola e os movimentos a poste baixo."
E referindo-se ao que seria uma época de sucesso para os Thunder: " Mais treinos bons do que maus. Se pudermos dizer isso, vamos ter um grande ano."

Quem é que eu preferia ter na minha equipa? I'm definitely gonna go with Kevin.

Tracy McGrady - 13 em 35''

O SeteVinteCinco está apenas no início, mas que tal este final?

27.9.10

Era uma vez na América

A NBA é a maior e melhor liga de basquetebol do mundo. Lá encontramos os melhores jogadores, as melhores equipas e os melhores pavilhões. Cresceu desde uma modesta liga americana com 11 equipas, nos anos 40, até à referência desportiva e cultural global que é na actualidade. Mas, como sabemos, nada disso seria uma realidade se antes não tivesse existido o Dr. James Naismith.



Naismith, canadiano, professor de Educação Física no International Young Men's Christian Association (YMCA), em Springfield, Massachussets, recebeu, num chuvoso Dezembro de 1891, um ultimato do director do colégio: tinha duas semanas para inventar um jogo que pudesse ser realizado no interior do ginásio, para manter os irrequietos alunos ocupados durante os longos invernos do estado de New England.

Inspirado pelo jogo infantil Duck on a Rock, pregou dois cestos de fruta em paredes opostas do ginásio e escreveu as 13 regras originais do novo jogo. Seguindo a sugestão de um aluno, chamou-lhe Basket Ball.



("First draft of Basket Ball rules. Hung in the Gym that the boys might learn the rules. 1892")



AS 13 REGRAS ORIGINAIS DO DR. NAISMITH:

1. The ball may be thrown in any direction with one or both hands.

2. The ball may be batted in any direction with one or both hands (never with the fist).

3. A player cannot run with the ball. The player must throw it from the spot on which he catches it, allowance to be made for a man who catches the ball when running at a good speed if he tries to stop.

4. The ball must be held in or between the hands; the arms or body must not be used for holding it.

5. No shouldering, holding, pushing, tripping, or striking in any way the person of an opponent shall be allowed; the first infringement of this rule by any player shall count as a foul, the second shall disqualify him until the next goal is made, or, if there was evident intent to injure the person, for the whole of the game, no substitute allowed.

6. A foul is striking at the ball with the fist, violation of Rules 3,4, and such as described in Rule 5.

7. If either side makes three consecutive fouls, it shall count a goal for the opponents (consecutive means without the opponents in the mean time making a foul).

8. A goal shall be made when the ball is thrown or batted from the grounds into the basket and stays there, providing those defending the goal do not touch or disturb the goal. If the ball rests on the edges, and the opponent moves the basket, it shall count as a goal.

9. When the ball goes out of bounds, it shall be thrown into the field of play by the person first touching it. In case of a dispute, the umpire shall throw it straight into the field. The thrower-in is allowed five seconds; if he holds it longer, it shall go to the opponent. If any side persists in delaying the game, the umpire shall call a foul on that side.

10. The umpire shall be judge of the men and shall note the fouls and notify the referee when three consecutive fouls have been made. He shall have power to disqualify men according to Rule 5.

11. The referee shall be judge of the ball and shall decide when the ball is in play, in bounds, to which side it belongs, and shall keep the time. He shall decide when a goal has been made, and keep account of the goals with any other duties that are usually performed by a referee.

12. The time shall be two 15-minute halves, with five minutes' rest between.

13. The side making the most goals in that time shall be declared the winner. In case of a draw, the game may, by agreement of the captains, be continued until another goal is made.