25.10.14

Boletim de Avaliação - Denver Nuggets


20 já estão, já só faltam 10. Vamos avançar para a penúltima das 6 divisões e ver como se portaram as equipas da Northwest Division. Começamos pelo Colorado:



Boletim de Avaliação - Denver Nuggets

Saídas: Aaron Brooks, Evan Fournier, Jan Vesely, Anthony Randolph
Entradas: Arron Afflalo, Jusuf Nurkic (16ª escolha no draft), Gary Harris (19ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ty Lawson - Arron Afflalo - Danilo Gallinari - Kenneth Faried - JaVale McGee
No Banco: Nate Robinson - Randy Foye - Wilson Chandler - Darrell Arthur - JJ Hickson - Timofey Mosgov
Treinador: Brian Shaw

Balanço: Os Nuggets foram, a par dos Pelicans, a equipa mais azarada de 2013-14. Lesões atrás de lesões (Gallinari e McGee perderam toda a época, Nate Robinson perdeu metade, Wilson Chandler perdeu 20 jogos, Ty Lawson outros 20) descarrilaram completamente a temporada e nunca conseguiram qualquer tipo de continuidade na equipa. Terem, mesmo com todas as ausências, chegado às 36 vitórias na forte conferência Oeste já foi um sucesso.

Por isso, podemos dizer que os maiores reforços da equipa para 2014-15 são Gallinari, McGee e Robinson (e Hickson, que regressa lá para Janeiro, será um reforço de inverno). 

Depois ainda conseguiram mais um óptimo reforço no dia antes do draft: Arron Afflalo. E o que precisaram de dar em troca? Apenas Evan Fournier e a 56ª escolha no draft. Um quase-All Star por um jovem com potencial, mas que será no máximo um bom shooting guard suplente? Quando fizemos a avaliação dos Magic, dissemos que a equipa de Orlando tinha conseguido muito pouco por Afflalo. Pois olhando do outro lado e na perspectiva dos Nuggets, como podem imaginar, é um excelente negócio e um onde conseguiram muito por muito pouco.

No draft, trocaram Anthony Randolph e a 11ª escolha pela 16ª e 19ª escolha (dos Bulls).
Com as quais seleccionaram Jusuf Nurkic e Gary Harris. Um jogador interior com potencial (20 anos, 2,11m e bastante móvel para a altura) e um shooting guard atirador que pode dar um bom role player e (mais) um marcador de pontos a partir do banco.

Na free agency, Jan Vesely voltou para a Europa (para o Fenerbahce) e Aaron Brooks foi para Chicago. Com muito pouco espaço abaixo da luxury tax, seria quase impossível manter os dois e assinar os rookies. De qualquer forma, Brooks era dispensável com o regresso de Nate Robinson e Vesely é um flop histórico.

Para terminar bem a offseason, acordaram ainda uma extensão de contrato com Kenneth Faried (50 milhões por mais 4 anos), segurando o jovem e promissor (e cada vez melhor) power forward para o médio/longo prazo.

Tiveram, em 2013-14, um ataque no meio do pelotão (16º melhor) e este ano ainda o reforçaram.
A defesa foi um problema (apenas 21ª), mas este ano, com Afflalo e também com toda a equipa disponível (e com mais vontade de defender), deve melhorar. No entanto, é uma área onde têm de melhorar muito e onde não mexeram particularmente (ou tanto como precisavam) para tal.

De qualquer forma, montaram uma das equipas mais profundas da liga. No ataque têm armas para atacar de todos os lados: têm gente para penetrar, para atirar de fora e para jogar no interior. Na defesa têm alguns bons defensores (Afflalo, Chandler, Mosgov) e se jogadores como McGee, Faried e Lawson melhorarem desse lado do campo, têm peças para ser também uma boa defesa. Podem não ter nenhuma super-estrela, mas têm (pelo menos) 11 jogadores que podem entrar na rotação e contribuir.

Tal como os Pelicans, mais do que reforços precisavam de sorte e saúde. Se tiverem isso, mais os reforços que ainda conseguiram, podem ser uma das surpresas da temporada.

Nota: 12


(a seguir: Northwest Division - Minnesota Timberwolves)

23.10.14

Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs


E os campeões, que fizeram para defender o título e lutar pela sua revalidação? Depois dos Mavs, dos Rockets, dos Grizzlies e dos Pelicans, regressamos ao Texas para encerrar a avaliação das equipas da Southwest Division:



Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs

Saídas: Damion James
Entradas: Kyle Anderson (30ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Tony Parker - Danny Green - Kawhi Leonard - Tim Duncan - Tiago Splitter
No Banco: Cory Joseph - Patty Mills - Manu Ginobili - Marco Belinelli - Boris Diaw - Jeff Ayres - Aron Baynes - Matt Bonner
Treinador: Gregg Popovich

Balanço: Não mantiveram só o núcleo da equipa que foi campeã. Ou a maior parte da equipa. Ou todos os jogadores da rotação. Mantiveram TODA a equipa (ok, à excepção de Damion James).

Tranquilamente e sem alaridos, os Spurs trouxeram de volta todo o plantel que fez magia nas Finais de 2014 ((ok, à excepção de Damion James). Tim Duncan não se retirou e ativou o ano de opção (o último do seu contrato). Gregg Popovich renovou por mais uns anos (não anunciaram por quantos). E Tony Parker fez uma extensão de contrato por mais 3 anos (e 43 milhões).

E renovaram com todos os seus jogadores que eram free agents (Boris Diaw, Patty Mills, Matt Bonner e Aron Baynes). E todos com contratos razoáveis (28 milhões por 4 anos para Diaw - só com 2 anos garantidos; 11 milhões por 3 anos para Mills; contrato mínimo para Bonner; e 1.1 milhões para Baynes)

Raramente se vê uma equipa tão intocada e que se mantém tão igual mesmo até ao fundo do banco. Do plantel de 2013-14 saiu apenas Damion James para abrir uma vaga para o jogador que escolheram no draft, Kyle Anderson.

Que recebeu comparações com Boris Diaw e que teve direito à melhor apresentação de todo o draft, cortesia do general manager dos Spurs, RC Buford: "Jogadores que gostam de passar, que sabem jogar, que são lentos e não conseguem saltar encaixam-se muito bem na nossa equipa." Vamos ver se os Spurs conseguiram mais um roubo no draft.

Falou-se de Pau Gasol (que encaixaria que nem uma luva nesta equipa e formaria uma rotação no frontcourt assustadora de boa), mas o espanhol teria de aceitar uma substancial redução no seu ordenado para caber no espaço salarial que os Spurs tinham. No fim, Gasol acabou em Chicago e os Spurs acabaram com a equipa campeã intacta.

As maiores/únicas mudanças foram mesmo na equipa técnica, para onde foram buscar um experiente e reconhecido treinador europeu, o italiano Ettore Messina (que foi treinador de Manu Ginobili no Kinder Bologna, em 2001; venceram a Euroliga desse ano e Ginobili foi o MVP das Finais), e a primeira treinadora-adjunta de sempre na NBA, a ex-jogadora da WNBA Becky Hammon. Também aqui os Spurs continuam a ser pioneiros e a fazer diferente de (melhor do que) todas as outras equipas.

Portanto, é aposta total na continuidade da equipa que jogou um basquetebol quase-perfeito em Junho passado. Mas também, quando se tem algo tão especial para quê mudar? E só por manter o grupo que fez o que fez nas Finais de 2014 têm de levar uma nota positiva.

Nota: 14


(a seguir: Northwest Division - Denver Nuggets)

22.10.14

Boletim de Avaliação - New Orleans Pelicans


Após o parênteses para comentar o artigo da ESPN sobre Kobe, retomamos a avaliação das equipas da Southwest Division e, depois dos Mavs, dos Rockets e dos Grizzlies, vamos ver que tal correu o Verão para os lados da Big Easy:



Boletim de Avaliação - New Orleans Pelicans

Saídas: Jason Smith, Brian Roberts, Anthony Morrow, Al Farouq Aminu, Greg Stiemsma
Entradas: Omer Asik, Jimmer Fredette, John Salmons, Russ Smith (47ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jrue Holiday - Eric Gordon - Tyreke Evans - Anthony Davis - Omer Asik
No Banco: Jimmer Fredette - Austin Rivers - John Salmons - Ryan Anderson - Alexis Ajinca
Treinador: Monty Williams

Balanço: A temporada passada não foi nada simpática para os Pelicans. A equipa foi uma enfermaria ambulante e os seus titulares (Holiday, Gordon, Evans, Anderson e Davis) jogaram juntos um total de... 12 jogos. Por isso, mais do que reforços, o que precisavam para 2014-15 era sorte e de uma temporada completa com os melhores jogadores.

Esse núcleo estava definido e fechado para esta temporada, mas uma boa parte da segunda unidade (que, com todas as lesões, foi a primeira unidade durante grande parte do ano) era free agent. Brian Roberts, Anthony Morrow, Jason Smith e Al Farouq Aminu eram todos jogadores livres e os Pelicans não renovaram com nenhum.

Não porque não quisessem, mas porque preferiram usar o espaço salarial para receber o contrato de Omer Asik dos Rockets (que, como vimos no seu Boletim de Avaliação, queriam libertar o espaço salarial para Chris Bosh). Perderam um bom base suplente, um bom atirador, um extremo atlético e bom defensor e um jogador interior útil no ataque (embora fraco na defesa) mas ganham um jogador que pode levar a equipa para um patamar acima.

Bons jogadores complementares e um bom banco é fundamental, mas esses são mais fáceis de arranjar do que um jogador que pode transformar a equipa. Por isso, os Pelicans arriscaram e trocaram por um jogador que pode melhorar muito a sua defesa (e esse foi um dos pontos fracos da equipa no ano passado, foram apenas a 27ª melhor defesa).

Marcar naquela área restritiva, com Davis e Asik a patrulhá-la, não vai ser pêra doce para ninguém.
Para além disso, a chegada de Asik vai permitir a Davis voltar à sua posição natural (e preferida) de power forward. O ano passado, com a saída de Robin Lopez, Davis foi obrigado a jogar a poste (e a defender jogadores mais pesados e mais fortes), este ano vai regressar à posição onde pode (e vai) fazer mais estragos.

Depois tentaram compor o banco com jogadores mais baratos e, na free agency, contrataram John Salmons e Jimmer Fredette e renovaram com Darius Miller. Foi pena a perda de Roberts (que deu boa indicações no ano passado e pode ser um bom base suplente) e Aminu (que é muito melhor defesa e mais versátil que Salmons, para não falar de mais jovem e com mais potencial), mas foi o preço a pagar para conseguir Asik. 

No draft tinham apenas uma escolha na segunda ronda, que usaram no base Russ Smith (que pode ser um plano B a Fredette, se este continuar a desapontar).

Mais uma vez, o que mais precisam é ter toda a gente saudável e ao seu melhor nível. Se isso acontecer, ficaram com um bom cinco inicial e um sexto homem de luxo. O banco não é grande espingarda e dava jeito mais e melhor profundidade, mas foi o que se arranjou com contratos mínimos e jogadores baratos.

No próximo ano têm uma offseason decisiva e muitas decisões para tomar (renovar Asik, que termina contrato este ano? o que fazer com Gordon e com Anderson, que expiram no ano que vem?), mas, para já e para esta temporada, ficaram com melhor equipa. Com toda a gente saudável e com mais sorte com as lesões que no ano passado, podem subir na tabela e lutar pelos playoffs.

Nota: 12


(a seguir: Southwest Division - San Antonio Spurs)

21.10.14

É Kobe o culpado pela queda dos Lakers?




Mas, afinal, será verdade o que afirma o artigo que anda hoje nas bocas do mundo? Tem razão Henry Abbott ou não? Bem, tem e não tem.

Tem, porque é inegável que a extensão de contrato de Kobe limitou (e limita) as opções dos Lakers na free agency. Kobe ocupa um espaço na folha salarial que será exagerado para aquilo que ele vai produzir aos 36 e 37 anos. 

Tem, porque é verdade que Kobe pode ser um companheiro de equipa difícil e estão bem documentadas as dificuldades que muitos (jogadores e treinadores) tiveram com ele. Poderá ter custado a renovação de Howard? É possível.

Mas não tem, porque isso é só uma parte da verdade. A gestão de uma equipa não se resume num ponto e não pode ser explicada apenas por uma coisa. Há muitos outros factores para além das particularidades da situação de Kobe. O artigo de Abbott tem alguns pontos válidos e alguns dos factos apontados poderão ser verdadeiros (e nem vamos discutir aqui a questão das fontes anónimas que não temos possibilidade de saber se são credíveis ou não), mas é apenas um lado da história.

Alguns jogadores poderão ter reservas em jogar ao lado de Kobe e isso pode ter custado algum free agent, mas outros (como Paul George, por exemplo, já afirmou publicamente) admiram-no e gostariam de jogar ao seu lado. Kobe também não tem culpa que a troca de Chris Paul em 2011 tenha sido vetada por David Stern. Como não tem culpa que, quando despediram Mike Brown, os Lakers tenham contratado Mike D'Antoni em vez de Phil Jackson.

Como não tem culpa que a saúde de Steve Nash se tenha deteriorado completamente desde que se juntou aos Lakers. Ou que Howard viesse duma lesão grave e fosse uma sombra dele mesmo na temporada que jogou nos Lakers (e com estes dois saudáveis, podíamos nem sequer estar aqui a ter esta conversa).

Mesmo a questão da renovação do contrato de Kobe está longe de ser uma questão simples e unidimensional. Sim, limita o que os Lakers puderam fazer na free agency e podem fazer na próxima (e nós fomos críticos disso mesmo na altura), mas, por outro lado, Kobe vale isso e muito mais em merchandising e audiências. E aquele contrato de 4 mil milhões por 20 anos com a Time Warner para os direitos de transmissão dos jogos dos Lakers para os mercados locais exige audiências. E, à excepção talvez de LeBron, ninguém leva mais gente ao pavilhão e a sentar-se à frente duma televisão como Kobe. 

E isso para nem falar da questão do que Kobe significa para os Lakers e que o contrato, como Mitch Kupchak disse na altura, é também uma forma de recompensar Kobe por esses anos e assegurar que ele não joga por mais nenhuma equipa na sua carreira. Mais uma vez, é uma questão complexa e com mais que um lado.

Abbott resume tudo a uma coisa: Kobe é o culpado porque ninguém quer jogar com ele. Mas há mais razões e factores que explicam a situação em que os Lakers se encontram. Kobe é apenas uma delas. E isso é o que falta no artigo de Henry Abbott.

20.10.14

Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies


Continuando pela Southwest Division, depois da offseason animada e positiva dos Mavs e da offseason animada mas pouco positiva dos Rockets, vamos até Memphis, onde a animação foi assim-assim:



Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies

Saídas: Mike Miller, James Johnson, Ed Davis
Entradas: Vince Carter, Jordan Adams (25ª escolha no draft), Jarnell Stokes (35ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Mike Conley - Tony Allen - Tayshaun Prince - Zach Randolph - Marc Gasol
No Banco: Beno Udrih - Nick Calathes - Courtney Lee - Vince Carter - Quincy Pondexter - Jon Leuer - Kosta Koufos
Treinador: Dave Joerger

Balanço: Para começar, e antes sequer de arrancar a free agency, tiveram animação q.b. com o treinador (continuando a estranha relação dos treinadores desta equipa com os dirigentes). Deram-lhe autorização para entrevistar com os Wolves e parecia que não o queriam manter, para depois acabarem por renovar com ele por mais 4 anos. Depois dos rumores de que o queriam despedir durante a temporada, e apesar da renovação, esta novela não veio propriamente reforçar a ideia de que Joerger tem a confiança total dos dirigentes.

E tiveram animação assim-assim nas mudanças no plantel:

Tinham de decidir o que fazer com Zach Randolph. Aos 33 anos, o power forward aproxima-se da fase final da carreira e os Grizzlies tinha de decidir se apostavam neste núcleo mais uma(s) temporada(s) ou se tentavam ir noutra direcção.

Z-Bo ativou o último ano de opção e chegaram a acordo para prolongar o contrato por mais 2 anos (e uns aceitáveis 20 milhões). Aposta pela manutenção deste núcleo, portanto.

Depois, nos seus free agents: perderam Mike Miller, James Johnson e Ed Davis. E contrataram Vince Carter (12 milhões por 3 anos).

Ed Davis nunca entrou na rotação de forma consistente e não fazia parte dos planos; com o regresso de Pondexter da lesão, Johnson era dispensável; e queriam manter Miller, mas quando este decidiu-se por Cleveland, contrataram um óptimo substituto.

A contratação de Mike Miller no ano passado tinha sido boa, a de Vince Carter este ano idem, porque os Grizzlies precisam de jogadores desses, extremos e atiradores para melhorar o espaçamento e a versatilidade do ataque. É outro jogador que deve encaixar muito bem nesta equipa, um jogador para o perímetro e para ajudar a abrir as defesas e o garrafão para Gasol e Randolph.

Depois, renovaram ainda com Beno Udrih e, no draft, escolheram Jordan Adams (mais um atirador e um jogador que pode ser uma boa supresa nesta equipa).
Pelo meio, ainda deram uma hipótese a Michael Beasley e ofereceram-lhe um contrato não-garantido. Que, como sabemos, parece que não deu certo e não gostaram do que viram porque já o dispensaram entretanto.

Contas feitas, ficaram mais ou menos na mesma. O que não é mau. Já eram bons e vão continuar a sê-lo. E a continuidade é uma coisa boa. Apenas poderá não ser suficiente para aspirar ao topo.

Foi uma offseason tranquila, com a manutenção do núcleo de há várias épocas e uma boa contratação (e levam uma nota positiva por isso). Mas pode não chegar para quem quer subir na cadeia alimentar do Oeste e dar o passo que falta para chegar lá acima. Estão ali naquele patamar "quase" e é aí que devem continuar.

Nota: 10



(a seguir: Southwest Division - New Orleans Pelicans)


19.10.14

Boletim de Avaliação - Houston Rockets


Depois de mais um Verão animado para os Dallas Mavericks, continuamos pelo Texas para ver se o dos seus vizinhos e rivais de Houston também foi tão animado (e tão positivo):



Boletim de Avaliação - Houston Rockets

Saídas: Chandler Parsons, Jeremy Lin, Omer Asik, Omri Casspi, Jordan Hamilton
Entradas: Trevor Ariza, Jason Terry, Kostas Papanikolaou, Joey Dorsey, Ish Smith, Jeff Adrien, Clint Capela (25ª escolha no draft), Nick Johnson (42ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Patrick Beverley - James Harden - Trevor Ariza - Terrence Jones - Dwight Howard
No Banco: Ish Smith - Isaiah Canaan - Jason Terry - Kostas Papanikolaou - Francisco Garcia - Donatas Motiejunas - Joey Dorsey
Treinador: Kevin McHale

Balanço: Depois das duas últimas offseasons terem trazido duas estrelas (James Harden em 2012 e Dwight Howard em 2013), nesta Daryl Morey preparou-se para perseguir uma terceira. Libertaram o espaço salarial que precisavam para oferecer um contrato máximo e entraram no lote de candidatos  aos serviços de Carmelo Anthony e Chris Bosh.

No fim, Carmelo continuou em Nova Iorque e Bosh parece que esteve quase-quase a aceitar a oferta dos Rockets mas acabou por continuar em Miami. Eram um candidato ao título imediato com qualquer um deles, mas acabaram de mãos a abanar e a precisar de recompor a equipa.

Porque para arranjar esse espaço salarial, limparam uma boa parte do banco (a melhor parte do banco). Despacharam Jeremy Lin para os Lakers e Omer Asik para os Pelicans a troco de escolhas no draft (e jogadores marginais, que dispensaram).

Por Carmelo ou Bosh teria valido a pena perder esses dois. O risco era grande, mas a recompensa também. No fim, perderam-nos por nada. E não foram os únicos jogadores que perderam por nada.

Não ativaram o último ano de opção no contrato de Chandler Parsons (que lhe pagava apenas 960.000 dólares este ano, mas faria dele agente livre sem restrições no próximo ano) e preferiram torná-lo agente livre com restrições este ano. Tinham, assim, a opção de igualar qualquer oferta que ele recebesse e provavelmente não esperavam que alguém fizesse uma oferta tão alta que não o pudessem (ou quisessem) fazer. Só que os Mavs fizeram.

Daryl Morey queria ficar com Parsons, mas se igualasse a oferta dos Mavs ficavam sem espaço para outro contrato grande. Estariam comprometidos com Harden, Howard e Parsons para o longo prazo e esse seria o trio à volta do qual teriam de construir a equipa. Morey achou que Parsons não era a terceira peça para um candidato ao título e preferiu manter a flexibilidade para continuar a perseguir essa peça.

E assim, não igualaram a oferta dos Mavs e foram buscar o mais barato Trevor Ariza para ocupar esse lugar. É uma alternativa que tapa o buraco, mas perdem, obviamente a curto e a longo prazo. Ariza é um bom defensor e um lançador, mas não é nem tão jovem nem tão versátil nem tão talentoso como Parsons.

Acabaram depois a compor o banco com um veteraníssimo que já não tem muito para dar (Jason Terry), alguns jogadores de fundo de banco e dois jogadores que jogavam na Europa. Joey Dorsey (que já jogou na NBA e não vai resolver os problemas interiores do banco dos Rockets) e o grego Kostas Papanikolaou (que pode ser um jogador útil, mas que vai precisar de algum tempo para se adaptar e desenvolver).

Perderam o terceiro melhor jogador da equipa e os dois melhores suplentes. Perderam profundidade (e qualidade) a base e no jogo interior (as suas escolhas no draft, Clint Capela e Nick Johnson são apostas para essas duas áreas e poderão ajudar no futuro, mas não serão peças importantes para já).

Começaram a offseason com esperança de formarem um Big Three e acabaram com um Big Two com menos ajuda que no ano passado. É certo que mantém opções em aberto no futuro e Daryl Morey vai, com certeza, continuar a mexer e tentar melhorar a equipa. Mas, para já e para esta temporada, as coisas não correram bem e podem dar um trambolhão na hierarquia do Oeste.

Nota: 9


(a seguir: Southwest Division - Memphis Grizzlies)

18.10.14

Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks


Metade já está. Avançando para a metade que falta, vamos até à Southwest Division e à primeira das três equipas do Texas:



Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks

Saídas: Shawn Marion, Jose Calderon, Vince Carter, Samuel Dalembert, DeJuan Blair, Wayne Ellington, Shane Larkin
Entradas: Chandler Parsons, Tyson Chandler, Raymond Felton, Jameer Nelson, Al Farouq Aminu, Richard Jefferson, Greg Smith (Ivan Johnson, Charlie Villanueva, Doron Lamb)
Cinco Inicial: Devin Harris - Monta Ellis - Chandler Parsons - Dirk Nowitzki - Tyson Chandler
No Banco: Jameer Nelson - Raymond Felton - Jae Crowder - Al Farouq Aminu - Richard Jefferson - Brandan Wright - Greg Smith
Treinador: Rick Carlisle

Balanço: Os Verões em Dallas são sempre uma animação. E pelo terceiro ano consecutivo fizeram uma revolução na equipa. Desde o título de 2011, remodelaram profundamente o plantel em todas as offseasons que se seguiram. Nesse Verão de 2011, não renovaram com Tyson Chandler (que assinou pelos Knicks por 58 milhões por 4 anos) e optaram por manter flexibilidade para o futuro, na esperança de conseguir Deron Williams e Dwight Howard nas offseasons seguintes.

Não conseguiram nenhum destes e todos os anos têm mudado metade da equipa, sempre com contratos curtos e sempre para manter a flexibilidade para atacar a free agency.

Mas esta offseason atacaram antes. Começaram em Junho, com uma troca com os Knicks (Calderon, Dalembert, Larkin e duas 2ªs rondas por Tyson Chandler e Raymond Felton) e com o regresso do jogador que começou todas estas revoluções. Três anos depois fazem aquilo que se calhar deviam ter feito desde o início (ficar com ele) e recebem de volta o melhor defesa que já jogou ao lado de Nowitzki e os 14 milhões do último ano do seu contrato.

Desde 2011 que fazem contratos curtos e apostam na máxima flexibilidade possível para a free agency. Como consequência disso, e à semelhança dos anos anteriores, metade da equipa era free agent neste Verão e tinham muitas decisões para tomar.

Dirk Nowitzki, Vince Carter, Shawn Marion, Devin Harris, Bernard James eram todos jogadores livres. Renovaram com Nowitzki (por 8 milhões/ano, um preço muito abaixo do preço de mercado), Devin Harris e Bernard James.

E então atacaram na free agency. Ofereceram 45 milhões por 3 anos ao agente livre com restrições Chandler Parsons e contrataram-no depois dos Rockets não igualarem a oferta. 15 milhões por ano é demais por ele (que é agora o jogador mais bem pago da equipa), mas foi o preço para o roubar aos Rockets (e gastar dinheiro nunca foi propriamente uma preocupação de Mark Cuban). E a contratação de Parsons significou a saída de Shawn Marion.

Queriam manter Vince Carter, mas o veterano shooting guard recebeu uma proposta melhor dos Grizzlies (12 milhões por 3 anos) e isso significou também a sua saída.

DeJuan Blair foi enviado para os Wizards (recompensaram os seus serviços com um sign and trade e um contrato melhor em Washington) e foram buscar outros jogadores interiores para a rotação por contratos mínimos. E preencheram o banco com veteranos e jogadores complementares em contratos mínimos ou perto (Nelson, Aminu, Jefferson e Smith; Johnson e Villanueva, vamos ver se ficam no plantel).

Vince Carter é provavelmente a maior perda da equipa nesta offseason. Era um suplente importante, o sexto homem e o melhor marcador de pontos e criador de lançamentos da segunda unidade (e que também jogava bastante com a primeira unidade). Mas entre Nelson e Jefferson (e a evolução de Jae Crowder) podem compensar essa produção na segunda unidade.

Calderon é a outra perda relevante, mas também aqui têm opções para o substituir. Entre Harris, Felton e Nelson podem ter um bom rendimento. Nenhum dos três é um base de topo, mas juntando os três pode dar um e podem ter um bom base (e uma boa produção na posição) por comité.

Portanto, na posição de base, perdem capacidade de lançamento exterior (Calderon era o melhor nesse departamento), mas ganharam essa capacidade noutras posições (nomeadamente, na seguinte). Rejuvenesceram e ficaram melhores a small forward (com um extremo talentoso e versátil, muito mais jovem que Marion e muito melhor atirador). E ficaram muito melhores na posição de poste e na defesa interior. E o banco ficou mais profundo.

Deram a volta completa com o regresso de Tyson Chandler, regressam ao melhor poste que já emparelharam com Nowitzki e ao jogo interior que melhores resultados lhes deu. E esta é a equipa melhor equipada para lutar pelo topo da conferência desde aquela equipa de 2011.

Nota: 14


(a seguir: Southwest Division - Houston Rockets)