27.5.16

MVP #036 - Deixem as glândulas do Steven Adams em paz!


Como não podia deixar de ser, no episódio desta semana do MVP falamos da intensa final de conferência entre Warriors e Thunder. Analisamos os ajustes que Steve Kerr e Billy Donovan têm feito ao longo da série e aquilo que cada uma das equipas precisa fazer para ganhar a mesma (e o Ricardo fala-nos do tempo que dedicou a pensar nas partes baixas do Adams).

Debatemos também as All-NBA Teams que saíram esta semana, respondemos à questão do Ricardo Santos Ferreira sobre a importância dos triplos no basquetebol actual e promovemos ainda um reencontro entre Mike D'Antoni e Dwight Howard:

20.5.16

MVP #035 - Simmons ou Ingram, eis a questão




Simmons ou Ingram? Hornacek ou Vogel? Thunder ou Warriors? Cavs ou... ok, esqueçam esta. 
No episódio desta semana do MVP, com o jornalista da SIC Helder Santos, respondemos a estas questões e muito mais:


13.5.16

MVP #034 - Raios e coriscos


Foi ainda a recuperar do choque de ontem e ainda a digerir que pode ter sido a última vez que vimos o Big Three dos Spurs que gravámos o episódio desta semana do MVP.

O Carlos Seixas, seleccionador nacional adjunto e comentador da Sport TV, regressou ao programa e tentámos perceber se foram os Spurs que perderam ou os Thunder que ganharam esta série.
Discutimos também se os Thunder conseguirão agora fazer frente aos Warriors; se, a Este, Raptors ou Heat poderão ameaçar os Cavs; e quais os free agents que ganharam e perderam valor de mercado nestes playoffs. Respondemos ainda às questões do Guilherme Braga e do Francisco Ribeiro e, no Se Eu Fosse, discutimos uma das polémicas que tem rodeado o início de época da WNBA.

12.5.16

(Life) Coach Pop


Estas palavras de Gregg Popovich são um verdadeiro conselho para a vida. Como escreveu o Alberto de Roa, todos precisamos de um desconto de tempo do Pop em algum momento da vida:


11.5.16

Noite do Basquetebol 2016


"Play, have fun, enjoy the game" foi o mote da primeira edição da Noite do Basquetebol, um torneio de 3x3 realizado no ano passado no Seixal (e, claro, à noite). Se não estiveram lá, podem ter aqui uma amostra de como foi:



Depois do sucesso da primeira, o Ivan Hoosseni e o Mário Jorge vão repetir a iniciativa e fazer outra Noite do Basquetebol este ano. É já no próximo dia 4 de Junho e as inscrições terminam no dia 22 deste mês:


Como aqui no SeteVinteCinco acreditamos que quem faz iniciativas tão boas para promover o jogo deve ser apoiado e louvado por isso, associamo-nos mais uma vez a esta e dizemos a todos os que quiserem passar um bom bocado a jogar o desporto que mais gostam para se inscreverem. Let's play, have fun and enjoy the game.

6.5.16

MVP #033 - Sempre a subir


O episódio desta semana do MVP é extra especial. É a primeira vez (de muitas, esperemos) que temos a presença de um convidado internacional e com uma ligação direta à NBA:
Daequan Cook, ex-jogador dos Heat, Thunder, Rockets e Bulls e vencedor do Concurso de Triplos de 2009, é o nosso convidado desta edição. 

Estivemos à conversa com ele no Pavilhão da Luz, após um treino do Benfica, e falámos sobre as meias finais de conferência (e sobre os seus Heat e Thunder), a free agency de Durant, a possibilidade duma reunião KD-Scott Brooks em Washington e o impacto de Brooks nos Wizards. Cook fez ainda uma previsão ousada para as Finais da NBA e deu também a sua opinião sobre a atribuição do título de co-MVP a Draymond Green:


3.5.16

Três razões para uma derrota


Vamos começar pelo fim e pela jogada de que toda a gente fala. Foi falta ofensiva do Dion Waiters na última reposição de bola dos Thunder? Claro que sim. A própria NBA já o admitiu. Mas não foi por isso que os Spurs perderam. 
A equipa de San Antonio teve, na mesma, aquilo que teria se os árbitros tivessem assinalado a falta: posse de bola. E até podemos argumentar que, com o roubo de bola que conseguiram após a reposição, tiveram uma posse de bola mais vantajosa do que teriam numa posse de bola após falta e com a defesa de OKC montada. Tiveram um contra-ataque e uma situação de 3x1 com duas boas situações de lançamento que desperdiçaram. 

E nem vale a pena discutir todos os "ses" dessa bizarra posse de bola final, porque senão nunca mais saíamos daqui e tínhamos alguns 50 cenários e variáveis possíveis (se a violação anterior do Ginobili tivesse sido assinalada; se a falta do Waiters tivesse sido assinalada; se a falta de Leonard sobre o Westbrook tivesse sido marcada; se houve falta sobre o Durant; se Ginobili tivesse lançado; se o lançamento do Mills tivesse entrado, se a falta do Ibaka sobre Aldridge tivesse sido marcada).
Não foi por uma jogada que perderam. Manu Ginobili resumiu-o melhor que ninguém quando lhe perguntaram se o jogo lhes foi roubado nesse lance: "Não, claro que não. Não foi essa jogada que decidiu alguma coisa até porque conseguimos o roubo de bola e tivemos um lançamento."

Terá sido então, como o Luís Avelãs disse durante a transmissão da Sport TV, simplesmente porque os Spurs jogaram mal? Segundo ele, os Thunder não fizeram nada de diferente e os Spurs é que jogaram pior do que no jogo 1. Mas não, também não foi por isso que perderam.

Perderam, porque, entre outras coisas, e ao contrário do que o Luís afirmou, os Thunder fizeram três mudanças fundamentais:

A primeira foi uma mudança de atitude. Neste jogo 2, foram muito mais agressivos. Foram mais agressivos na defesa, pressionaram muito mais o portador da bola, mantiveram-se muito mais colados aos jogadores sem bola e fecharam muito melhor as linhas de passe. E foram muito mais agressivos nas tabelas, ganhando mais 11 ressaltos que os Spurs (no jogo 1, tiveram menos 5).

As outras foram dois ajustes defensivos.

Primeiro, depois de ter sido Durant a ter essa tarefa no jogo 1, começaram com Andre Roberson a defender Kawhi Leonard. O shooting guard menos shooting da liga pode ser uma nódoa no ataque, mas ontem fez um bom trabalho na defesa, andou sempre colado a Leonard, obrigou-o a trabalhar mais para receber a bola e dificultou-lhe bastantes lançamentos. Depois de, no jogo 1, o extremo dos Spurs ter marcado 25 pontos em apenas 13 lançamentos, ontem marcou apenas 14 pontos em 18 lançamentos (com 0-3 em triplos).

Segundo, mudaram a defesa do pick and roll. No primeiro jogo, o defensor do bloqueador recuava para parar a penetração:






Como resultado disso, os jogadores dos Spurs que penetravam tiveram espaço para operar e tempo para pensar. Tony Parker, em particular, aproveitou esse espaço da melhor forma para distribuir e assistir o jogador (Aldridge, na maioria das vezes) que desfazia do bloqueio e terminou com 12 assistências.

Ontem, colocaram o defensor do bloqueador a sair, a pressionar o portador da bola e a afastá-lo do cesto (a fazer um "show" agressivo):






No jogo 1, os Spurs iniciaram ataques a partir do pick and roll sempre que quiseram e como quiseram. Ontem essa tarefa foi muito mais difícil. Tony Parker fez metade das assistências do jogo 1 e não teve nem metade do espaço e do tempo para operar e distribuir a bola e os Spurs, no total, tiveram menos 20 (!) assistências que no primeiro jogo.

Os Thunder também melhoraram no ataque. Moveram mais e melhor a bola, envolveram mais Adams e Ibaka (e Kanter e Waiters) e tiveram melhores situações de lançamento. Em vez de se ficarem pela primeira opção do ataque, procuraram muitas vezes as segundas e terceiras opções e, coisa às vezes rara no seu ataque, mudaram a bola de lado e procuraram jogadores sozinhos do outro lado do campo.

Mas a maior diferença foi na defesa. Depois de terem sofrido 124 pontos em apenas 84 lançamentos e de terem deixado os Spurs fazer tudo o que queriam no ataque, ontem sofreram apenas 97 em 94 lançamentos e obrigaram os Spurs a trabalhar mais para conseguir situações de lançamento e forçaram-nos a fazer lançamentos piores. 

Se, como se diz, uma série só começa quando uma equipa vence fora de casa, então esta começou ontem. Pop, é a tua vez.