30.10.14

Boletim de Avaliação - Portland Trail Blazers


Enquanto as equipas dão os primeiros passos na temporada regular, vamos terminar os nossos resumos e avaliações da offseason e acabar de ver como as equipas se reforçaram para esta época. Continuamos na Nortwest Division e, depois dos Nuggets, dos Wolves e dos Thunder, vamos até Oregon ver como correu o Verão a uma das boas surpresas da temporada passada:



Boletim de Avaliação - Portland Trail Blazers

Saídas: Mo Williams, Earl Watson
Entradas: Chris Kaman, Steve Blake
Cinco Inicial: Damian Lillard - Wes Matthews - Nicolas Batum - LaMarcus Aldridge - Robin Lopez
No Banco: Steve Blake - CJ McCollum - Will Barton - Dorrell Wright - Thomas Robinson - Joel Freeland - Chris Kaman 
Treinador: Terry Sttots

Balanço: Os Blazers foram uma das revelações de 2013-14. Lideraram, surpreendentemente, a conferênca nos primeiros meses, terminaram a temporada regular num surpreendente 5º lugar, eliminaram os Rockets na primeira ronda dos playoffs (aqui já não surpreendentemente, porque já sabiámos do que eram capazes e prevíamos a sua vitória nessa ronda) e só não foram páreo para os eventuais campeões Spurs.

Tinham uma estrela cada vez mais estabelecida e um dos melhores power forwards da liga (Aldridge), uma estrela em ascensão e um dos bases mais promissores da liga (Lillard), dois bons escudeiros (Batum e Matthews) e um bom operário e homem para o trabalho sujo (Lopez). Estes cinco formaram um dos cincos mais estáveis, regulares e produtivos da liga. 
Tal como em 2012-13, o que continuou a faltar foi um bom banco (o banco foi mesmo a maior desilusão desta equipa; quando fizemos o Boletim de Avaliação da offseason passada, pensávamos que iria ser bem melhor do que foi).

E defesa. Tiveram um dos melhores ataques (2ºs no Rating Ofensivo, 4ºs em pontos por jogo), mas do outro lado do campo deixaram muito a desejar (apenas 16ºs no Rating Defensivo e 22ºs em pontos sofridos por jogo).

Para este ano, o cinco inicial estava mais que montado e definido, portanto. Se queriam subir de patamar no Oeste, faltava arranjar mais banco e mais defesa.

No draft, não tinham nenhuma escolha. Por isso, restava-lhes a free agency. E arranjaram duas boas peças aí. Perderam apenas uma peça da rotação (a melhor peça do banco, provavelmente), Mo Williams. Mas susbtituiram-no por outras duas boas.

Steve Blake é um base suplente fiável, um jogador experiente para conduzir a segunda unidade e um bom atirador. Chris Kaman teve um ano para esquecer em Los Angeles com Mike D'Antoni, mas de volta a uma equipa onde de facto quer estar e onde pode jogar e ser útil, pode ter um ano de recuperação. Já não é, obviamente, o jogador que era nos tempos dos Clippers, mas ainda pode ser um suplente produtivo.

Nenhum deles é um grande defensor (Blake é melhor mesmo assim e um defensor esforçado) e, a menos que os jogadores que já tinham melhorem muito (e vao ter de melhorar se querem aspirar a rondas mais avançadas dos playoffs), vão continuar a ter lacunas desse lado do campo. Mas ficaram com um banco melhor, mais profundo e que pode ser mais produtivo que o do ano passado. 

Tinham duas áreas que precisavam de melhorar, conseguiram melhorar uma delas. Não é um sucesso total e retumbante, mas não é mau.

Nota: 12


(a seguir: Northwest Division - Utah Jazz)

29.10.14

Vencedor Passatempo Planeta Basket Store


Foram muitas as partilhas (807, para ser exacto) e muitos os participantes no nosso Passatempo Planeta Store, mas só um pode levar para casa uma camisola oficial da NBA.

E o grande vencedor do sorteio e que vai começar a temporada equipado a rigor é... o Fernando Cardoso, de Marco de Canaveses. Muitos parabéns, Fernando! 

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27.10.14

Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder


Já sabemos que não terminou bem (Kevin Durant vai estar umas semanas de baixa, Anthony Morrow idem) mas, até aí, que tal correu a offseason para os lados de Oklahoma? Depois dos Nuggets e dos Timberwolves, vamos até OKC para ver o que fizeram os Thunder para (tentar) regressar aonde chegaram em 2012:




Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder

Saídas: Thabo Sefolosha, Caron Butler, Derek Fisher (retirado), Hasheem Thabeet
Entradas: Anthony Morrow, Sebastian Telfair, Mitch McGary (21ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Russell Westbrook - Andre Roberson - Kevin Durant - Serge Ibaka - Steven Adams
No Banco: Reggie Jackson - Jeremy Lamb - Anthony Morrow - Perry Jones - Mitch McGary - Nick Collison - Kendrick Perkins
Treinador: Scott Brooks

Balanço: Em 2013, as aquisições foram Ryan Gomes, Andre Roberson e Steven Adams. As duas escolhas que tinham no draft e um jogador marginal que nem acabou a temporada no plantel (foi trocado em Janeiro por uma 2ª ronda) foi tudo o que os Thunder arranjaram para reforçar a equipa. Não fosse Adams ter-se revelado uma das surpresas do draft, ter conquistado um lugar na rotação e contribuído muito mais rápidamente do que esperávamos e o contributo desses três reforços na temporada tinha sido praticamente nulo.

Este ano, adicionaram Anthony Morrow, Sebastian Telfair e o rookie Mitch McGary. O que volta a ser pouco para quem quer levantar o troféu Larry O'Brien.

Ok, esta equipa já nos habituou a apostar pouco na free agency e em preferir (ou ser obrigada a) construir pelo draft. E a aposta nos jovens e no desenvolvimento interno é boa (são das equipas que melhor trabalha nessa área e que melhor desenvolve os seus jogadores jovens). Mas apenas isso não é suficiente.

Como nos mostram os Spurs (uma equipa também de mercado pequeno e cujo modelo e sucesso os Thunder tentam replicar), é preciso misturar estratégias e usar todos os recursos disponíveis. Seleccionar bem no draft e sacar boas peças mesmo sem escolhas altas é fundamental, desenvolver essas peças é fundamental, mas é também necessário completar a equipa com umas trocas e/ou contratações cirúrgicas

E procurar na free agency as peças finais do puzzle. Não é preciso ser um grande nome. Pode ser um Boris Diaw ou um Patty Mills. Uma peça final para complementar as outras e fazer aquela pequena diferença, aquele bocadinho assim que falta. E ainda não foi desta que os Thunder fizeram isso.

Através do draft chegou mais um jogador interior que pode vir a ser um jogador útil, mas não mais do que um role player. Pode ser um novo Nick Collison, lutador, ressaltador, mas limitado tecnica e ofensivamente.

Na free agency, saíram Thabo Sefolosha (que foi perdendo minutos e espaço com o decorrer dos playoffs e era cada vez menos participativo e produtivo no ataque) e Caron Butler (que também foi perdendo espaço - não jogou mesmo no jogo 6 das finais de conferência) e Derek Fisher retirou-se.

Cortejaram Pau Gasol (que seria um encaixe perfeito e a ameaça a poste baixo que sempre faltou a esta equipa), mas este teria de aceitar um corte grande no salário para se juntar a eles. Tentaram (de novo) Mike Miller, mas este preferiu juntar-se a LeBron em Cleveland. E o único jogador estabelecido que acrescentaram foi Anthony Morrow (10 milhões por 3 anos).

Precisavam de mais profundidade, mais versatilidade, e mais atiradores.
Conseguiram Morrow, que é um dos melhores atiradores da liga, vai ajudar bastante nesse departamento e é a melhor contratação dos Thunder na offseason. Mas se essa é a melhor contratação da tua equipa na offseason, esta não pode ter sido grande coisa.

Podem lutar por um título e ir até às Finais? Claro que sim. Tal como nos anos anteriores, E como todos os anos enquanto tiverem Westbrook e Durant. Mas (mais uma vez) não fizeram muito para aumentar essas probabilidades.

Nota: 9



(a seguir: Northwest Division - Portland Trail Blazers)

26.10.14

Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves


É possível perder o melhor jogador da equipa e a offseason não ser negativa? Parece que sim. Depois dos Nuggets, vamos até Minnesota para ver como tal coisa é possível:



Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves

Saídas: Kevin Love, Dante Cunningham, Luc Mbah a Moute, Alexey Shved
Entradas: Thaddeus Young, Mo Williams, Anthony Bennett, Andrew Wiggins (1ª escolha no draft), Zach LaVine (13ª escolha no draft), Glenn Robinson III (40ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ricky Rubio - Kevin Martin - Andrew Wiggins - Thaddeus Young - Nikola Pekovic
No Banco: Mo Williams - Jose Barea - Zach LaVine - Shabazz Muhammad - Corey Brewer - Chase Budinger - Anthony Bennett - Ronny Turiaf - Gorgui Dieng
Treinador: saiu Rick Adelman (retirado), entrou Flip Saunders


Balanço: Com a retirada de Rick Adelman (e depois de terem namorado Dave Joerger, mas este ter renovado com os Grizzlies), Flip Saunders desceu do gabinete do presidente para a linha lateral. E vai ter muito que fazer aí este ano. Mas, não nos adiantemos já, foi no gabinete que começou a história desta offseason e foi aí que teve muito que fazer neste Verão.

Tudo começou com o que fazer com Kevin Love. Ou antes, com qual o melhor negócio que conseguia pelo power forward que era free agent em 2015 e já tinha manifestado a intenção de não continuar na equipa quando acabasse o contrato.

Com ofertas dos Cavs, Bulls, Warriors e Celtics em cima da mesa (e estas são apenas algumas das que vieram a público, pois devem ter recebido ofertas de meia NBA), decidiram-se pela dos Cavs. Numa troca que envolveu três equipas, enviaram Kevin Love para os Cavs, Alexey Shved e Luc Mbah a Moute para os Sixers e receberam Andrew Wiggins, Anthony Bennett e Thaddeus Young. E não fizeram um mau negócio.

Conseguem dois titulares e um bom jogador para o banco (sim, Bennett pode não ser a estrela que a selecção no nº 1 do draft prometia, mas vai ser um bom jogador; fez uma temporada de 2013-14 miserável, mas começou esta muito melhor e pode ser um jogador produtivo). Dois jogadores para o futuro (Wiggins e Bennett) e um que pode ser para o futuro (Young tem apenas 26 anos) ou para usar noutro negócio.

Num cenário em que iam inevitavelmente perder Kevin Love, uma possível (provável?) futura estrela para o núcleo da equipa e mais dois elementos para esse núcleo é um bom pacote para receber em troca.

Junte-se outro jovem extremamente atlético e com um tremendo potencial que escolheram no draft (olá, Bounce Brothers?) e ficam com um grupo de jovens bastante intrigante. Os Wolves podem ter aqui qualquer coisa.

Na free agency, contrataram ainda Mo Williams para reforçar o banco e dirigir a segunda unidade (e, pelo caminho, ser um mentor para os jovens).

Não ficaram melhores para a próxima temporada (porque perdem um jogador estabelecido e dos mais produtivos da liga e os que receberam são ainda projectos e apostas para o longo prazo), mas podem ter um tecto mais alto com este grupo do que com o que tinham. Trocaram um presente bom pela possibilidade de um futuro melhor.

Têm mais uma grande questão para resolver na próxima offseason (ou durante esta temporada) e precisam decidir o que querem fazer com Ricky Rubio, mas ficaram bem colocados para construir algo interessante no futuro. É estranho descrever uma offseason em que perderam o melhor jogador da equipa como positiva, mas a verdade é que podiam ter ficado muito pior. E, dentro das circunstâncias, até que correu bem o Verão.

Nota: 13



(a seguir: Northwest Division - Oklahoma City Thunder)


25.10.14

Boletim de Avaliação - Denver Nuggets


20 já estão, já só faltam 10. Vamos avançar para a penúltima das 6 divisões e ver como se portaram as equipas da Northwest Division. Começamos pelo Colorado:



Boletim de Avaliação - Denver Nuggets

Saídas: Aaron Brooks, Evan Fournier, Jan Vesely, Anthony Randolph
Entradas: Arron Afflalo, Jusuf Nurkic (16ª escolha no draft), Gary Harris (19ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ty Lawson - Arron Afflalo - Danilo Gallinari - Kenneth Faried - JaVale McGee
No Banco: Nate Robinson - Randy Foye - Wilson Chandler - Darrell Arthur - JJ Hickson - Timofey Mosgov
Treinador: Brian Shaw

Balanço: Os Nuggets foram, a par dos Pelicans, a equipa mais azarada de 2013-14. Lesões atrás de lesões (Gallinari e McGee perderam toda a época, Nate Robinson perdeu metade, Wilson Chandler perdeu 20 jogos, Ty Lawson outros 20) descarrilaram completamente a temporada e nunca conseguiram qualquer tipo de continuidade na equipa. Terem, mesmo com todas as ausências, chegado às 36 vitórias na forte conferência Oeste já foi um sucesso.

Por isso, podemos dizer que os maiores reforços da equipa para 2014-15 são Gallinari, McGee e Robinson (e Hickson, que regressa lá para Janeiro, será um reforço de inverno). 

Depois ainda conseguiram mais um óptimo reforço no dia antes do draft: Arron Afflalo. E o que precisaram de dar em troca? Apenas Evan Fournier e a 56ª escolha no draft. Um quase-All Star por um jovem com potencial, mas que será no máximo um bom shooting guard suplente? Quando fizemos a avaliação dos Magic, dissemos que a equipa de Orlando tinha conseguido muito pouco por Afflalo. Pois olhando do outro lado e na perspectiva dos Nuggets, como podem imaginar, é um excelente negócio e um onde conseguiram muito por muito pouco.

No draft, trocaram Anthony Randolph e a 11ª escolha pela 16ª e 19ª escolha (dos Bulls).
Com as quais seleccionaram Jusuf Nurkic e Gary Harris. Um jogador interior com potencial (20 anos, 2,11m e bastante móvel para a altura) e um shooting guard atirador que pode dar um bom role player e (mais) um marcador de pontos a partir do banco.

Na free agency, Jan Vesely voltou para a Europa (para o Fenerbahce) e Aaron Brooks foi para Chicago. Com muito pouco espaço abaixo da luxury tax, seria quase impossível manter os dois e assinar os rookies. De qualquer forma, Brooks era dispensável com o regresso de Nate Robinson e Vesely é um flop histórico.

Para terminar bem a offseason, acordaram ainda uma extensão de contrato com Kenneth Faried (50 milhões por mais 4 anos), segurando o jovem e promissor (e cada vez melhor) power forward para o médio/longo prazo.

Tiveram, em 2013-14, um ataque no meio do pelotão (16º melhor) e este ano ainda o reforçaram.
A defesa foi um problema (apenas 21ª), mas este ano, com Afflalo e também com toda a equipa disponível (e com mais vontade de defender), deve melhorar. No entanto, é uma área onde têm de melhorar muito e onde não mexeram particularmente (ou tanto como precisavam) para tal.

De qualquer forma, montaram uma das equipas mais profundas da liga. No ataque têm armas para atacar de todos os lados: têm gente para penetrar, para atirar de fora e para jogar no interior. Na defesa têm alguns bons defensores (Afflalo, Chandler, Mosgov) e se jogadores como McGee, Faried e Lawson melhorarem desse lado do campo, têm peças para ser também uma boa defesa. Podem não ter nenhuma super-estrela, mas têm (pelo menos) 11 jogadores que podem entrar na rotação e contribuir.

Tal como os Pelicans, mais do que reforços precisavam de sorte e saúde. Se tiverem isso, mais os reforços que ainda conseguiram, podem ser uma das surpresas da temporada.

Nota: 12


(a seguir: Northwest Division - Minnesota Timberwolves)

23.10.14

Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs


E os campeões, que fizeram para defender o título e lutar pela sua revalidação? Depois dos Mavs, dos Rockets, dos Grizzlies e dos Pelicans, regressamos ao Texas para encerrar a avaliação das equipas da Southwest Division:



Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs

Saídas: Damion James
Entradas: Kyle Anderson (30ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Tony Parker - Danny Green - Kawhi Leonard - Tim Duncan - Tiago Splitter
No Banco: Cory Joseph - Patty Mills - Manu Ginobili - Marco Belinelli - Boris Diaw - Jeff Ayres - Aron Baynes - Matt Bonner
Treinador: Gregg Popovich

Balanço: Não mantiveram só o núcleo da equipa que foi campeã. Ou a maior parte da equipa. Ou todos os jogadores da rotação. Mantiveram TODA a equipa (ok, à excepção de Damion James).

Tranquilamente e sem alaridos, os Spurs trouxeram de volta todo o plantel que fez magia nas Finais de 2014 ((ok, à excepção de Damion James). Tim Duncan não se retirou e ativou o ano de opção (o último do seu contrato). Gregg Popovich renovou por mais uns anos (não anunciaram por quantos). E Tony Parker fez uma extensão de contrato por mais 3 anos (e 43 milhões).

E renovaram com todos os seus jogadores que eram free agents (Boris Diaw, Patty Mills, Matt Bonner e Aron Baynes). E todos com contratos razoáveis (28 milhões por 4 anos para Diaw - só com 2 anos garantidos; 11 milhões por 3 anos para Mills; contrato mínimo para Bonner; e 1.1 milhões para Baynes)

Raramente se vê uma equipa tão intocada e que se mantém tão igual mesmo até ao fundo do banco. Do plantel de 2013-14 saiu apenas Damion James para abrir uma vaga para o jogador que escolheram no draft, Kyle Anderson.

Que recebeu comparações com Boris Diaw e que teve direito à melhor apresentação de todo o draft, cortesia do general manager dos Spurs, RC Buford: "Jogadores que gostam de passar, que sabem jogar, que são lentos e não conseguem saltar encaixam-se muito bem na nossa equipa." Vamos ver se os Spurs conseguiram mais um roubo no draft.

Falou-se de Pau Gasol (que encaixaria que nem uma luva nesta equipa e formaria uma rotação no frontcourt assustadora de boa), mas o espanhol teria de aceitar uma substancial redução no seu ordenado para caber no espaço salarial que os Spurs tinham. No fim, Gasol acabou em Chicago e os Spurs acabaram com a equipa campeã intacta.

As maiores/únicas mudanças foram mesmo na equipa técnica, para onde foram buscar um experiente e reconhecido treinador europeu, o italiano Ettore Messina (que foi treinador de Manu Ginobili no Kinder Bologna, em 2001; venceram a Euroliga desse ano e Ginobili foi o MVP das Finais), e a primeira treinadora-adjunta de sempre na NBA, a ex-jogadora da WNBA Becky Hammon. Também aqui os Spurs continuam a ser pioneiros e a fazer diferente de (melhor do que) todas as outras equipas.

Portanto, é aposta total na continuidade da equipa que jogou um basquetebol quase-perfeito em Junho passado. Mas também, quando se tem algo tão especial para quê mudar? E só por manter o grupo que fez o que fez nas Finais de 2014 têm de levar uma nota positiva.

Nota: 14


(a seguir: Northwest Division - Denver Nuggets)