18.12.14

CONTRA-ATAQUE - Mais achas para a fogueira do All Star



No Contra-Ataque de hoje, o Ricardo Brito Reis deita mais achas para a fogueira da votação para o All Star:




Mais achas para a fogueira do All-Star

por Ricardo Brito Reis

As votações para o All-Star Game de 2015 abriram na semana passada e, apesar de faltar mais de um mês para o fecho das «urnas», o Márcio apresentou aqui as suas escolhas, tendo em consideração o que já se jogou esta época. O mote estava lançado e ficou escolhido, desde logo, o tema da minha crónica desta semana: identificar quem serão os grandes ausentes do jogo das estrelas. Sim, já é possível fazê-lo, até porque, ao contrário de anos anteriores, não deve haver grandes surpresas nas convocatórias deste ano.

Não vou tentar antecipar quem serão os titulares e os suplentes das equipas de Este e do Oeste. Isso tem uma importância muito relativa. A definição dos «cincos» é um concurso de popularidade e, por isso, sabemos de antemão que, mesmo estando lesionados durante grande parte da temporada ou a render menos do que o esperado, nomes como os de Derrick Rose, Kobe Bryant e Kevin Durant vão constar dos 24 privilegiados que farão parte da festa.

Os que estão garantidos
Os nomes mais consensuais são fáceis de listar. No Este, o backcourt vai contar com John Wall, Kyrie Irving, Derrick Rose e Dwayne Wade, enquanto as posições mais interiores serão ocupadas, entre outros, por LeBron James, Chris Bosh, Pau Gasol e Carmelo Anthony. A representar a formação do Oeste, ainda mais certezas. Os bases Steph Curry, Chris Paul, Russell Westbrook, James Harden e Kobe Bryant estarão no All-Star, juntando-se a um frontcourt com Kevin Durant, Anthony Davis, LaMarcus Aldridge, Blake Griffin e Marc Gasol. Contas feitas, oito atletas confirmados no Este e dez no Oeste.

Os que têm boas hipóteses
Depois das certezas, sobram quatro vagas a Este e apenas duas a Oeste e, como não há regras que definam quantos jogadores de backcourt e frontcourt devem incluir as convocatórias, podemos dar início à especulação. Ainda assim, com um certo grau de certeza.
Não há dúvidas que Kyle Lowry deve estrear-se como All-Star. Os Raptors estão na liderança da Conferência Este – e isso é um factor a ter em conta nas escolhas dos suplentes - e, com a lesão de DeRozan, o point guard assume o protagonismo na formação canadiana. Para fechar os bases do Este, a minha aposta vai para Jimmy Butler. O shooting guard tem feito por merecer a chamada, depois de se assumir como a principal ameaça ofensiva dos Chicago Bulls, quando já era um dos melhores defensores da liga. Para as restantes vagas, dois atletas que já jogaram melhor em temporadas anteriores, mas que continuam a ser dos melhores do mundo nas respectivas posições: Kevin Love e Joakim Noah.
No Oeste, há muito talento ainda disponível para os dois espaços em branco na lista definitiva. No backcourt, o lugar deve ser de Damian Lillard. O base não parece afectado por ter sido um dos últimos nomes cortados da convocatória da Team USA que venceu o Campeonato do Mundo, em Espanha, e continua a «brilhar» ao serviço dos Portland Trailblazers. Para as posições mais próximas do cesto e, apesar de já ter falhado vários jogos dos Houston Rockets, Dwight Howard deve agarrar a vaga.

Os que vão ficar de fora (por pouco)
Chegamos, finalmente, à categoria dos injustiçados. São atletas que estão a fazer, em alguns casos, as melhores épocas da carreira e, mesmo assim, são excluídos das contas finais.
O maior exemplo disso está na Conferência Este e dá pelo nome de Jeff Teague. O base dos Hawks está um senhor jogador e tem melhores números (16.8 pts e 7.0 ast, com 37% de lançamentos de 3pts) do que na época passada, mesmo com o regresso de Al Horford. Teague acaba por sair prejudicado pelo excesso de point guards na convocatória (Wall, Irving, Rose e Lowry) e foi isso que me levou a optar por Jimmy Butler. Outro que deverá falhar a presença no Madison Square Garden é Al Jefferson (18.8 pts e 8.0 rst). O poste tem sido a única coisa boa dos Hornets e se a equipa de Charlotte tivesse, como se esperava, um registo bem mais positivo, talvez o “Big Al” pudesse atirar Joakim Noah para a lista dos preteridos.
No Oeste são, pelo menos, três «estrelas» a falhar o All-Star «por uma unha negra». Mike Conley, dos Grizzlies, pelo que escrevi aqui na semana passada, é um deles, mas Klay Thompson (21.7 pts, 3.7 rst, 3.3 ast e 43.8% nos lançamentos de 3 pts) e DeMarcus Cousins (23.5 pts, 12.6 rst e 51.2% de lançamentos de campo) são nomes pelos quais apetece pedir a Adam Silver que alargue as convocatórias do All-Star Game. O «Splash Brother» de Steph Curry já não é só um (ou o mais?) temível lançador de 3 pontos da NBA. Penetra para o cesto com assertividade e defende cada vez melhor. Merece ser All-Star? Sim. Há lugar para ele? Pois, parece que não... Quanto a Cousins, está a fazer a melhor época da carreira e vinha mostrando inúmeros progressos, sobretudo ao nível do controlo emocional. Pena a meningite viral e o despedimento do treinador dos Kings, Michael Malone, o único técnico que pareceu capaz de fazer o poste concentrar-se exclusivamente em jogar basquetebol.

Os que só devem ver pela TV (e não se importam)
Não é habitual, mas os campeões da NBA devem mesmo ficar sem qualquer representante no All-Star Game, a não ser que Tim Duncan ou Tony Parker consigam ser eleitos para o «cinco» pelos adeptos, o que parece muito pouco provável. E até aposto que o Gregg Popovich está a fazer figas… para que isso não aconteça.

15.12.14

O feito de Kobe


Depois de um recorde que pode não ser o mais positivo ou aquele que um jogador mais ambicione ter no currículo, ontem Kobe Bryant atingiu um marco que quem dera a qualquer jogador alcançar. Com este lance livre...


... Kobe ultrapassou Michael Jordan na lista dos melhores marcadores de sempre e é agora o terceiro melhor marcador da história da liga.


Seja pelas suas carreiras, seja por jogarem na mesma posição, seja pelas semelhanças no seu jogo e pelo jogo de Kobe dever obviamente ao jogo de Jordan, as comparações entre ambos são inevitáveis e já todas e mais algumas foram feitas nos últimos dias.





E podemos fazer todas as comparações que quisermos, podemos falar de eras e da possibilidade ou impossibilidade de as comparar, podemos falar de recordes absolutos e recordes relativos, podemos dizer que estes últimos é que importam, podemos discutir eternamente sobre tudo isto e muito mais, mas há duas coisas em que pensamos que todos podemos concordar.

A primeira é na dimensão do feito. Goste-se de Kobe ou não, prefira-se o jogador dos Lakers ou a lenda dos Bulls, este é um feito extraordinário e possível apenas a jogadores que foram muito bons durante muitos anos. Tal como dissemos na altura do recorde de mais lançamentos falhados (e tal como nesse recorde), atingir uma marca como a que Kobe atingiu ontem é sinal de que se teve uma longa carreira ao mais alto nível, que se foi o melhor jogador da equipa (ou um dos melhores) e a primeira opção ofensiva (ou uma das primeiras) durante muitas, muitas temporadas. E isso, só por si, já é um feito estratosférico e raríssimo. Só jogar na NBA durante 19 anos é extraordinário e para muito poucos. Fazê-lo a este nível é incrível.

A segunda, e mais importante, é na sorte que temos de ter assistido a este feito e, também, termos visto jogar dois dos melhores marcadores e melhores jogadores de sempre.

E isso é aquilo que para nós mais importa destacar neste momento. Tal como a exibição dos Spurs nas Finais de 2014, este é daqueles feitos que vamos contar aos nossos netos e dizer-lhes que vimos em directo. Este é daqueles que não vamos esquecer. Este é daqueles para guardar. Por isso, aí fica para a posteridade o momento histórico e que vamos contar daqui a 20, 30 ou 40 anos:


14.12.14

Os nossos All Stars (até agora)


Começou na sexta-feira a votação para o All Star Game. Podem votar no site da NBA para o efeito (e também na aplicação Game Time, no Facebook, Twitter e Instagram; no site têm lá as instruções todas) e este ano, como já devem saber, podem escolher entre todos os jogadores da liga e não apenas entre um lote de pré-seleccionados. E eu escolhi estes:

(ainda vamos com pouco mais de um mês e meio de temporada e as votações só fecham daqui a 36 dias - 19 de Janeiro -, por isso, até lá, ainda posso mudar de ideias. Mas para já, os meus votos vão para estes dez)


Do lado do Oeste, Curry, Gasol e Davis acho que não precisam de explicação. Depois, Russell Westbrook? Sim, Russell Westbrook. Apesar dos poucos jogos que fez, está com números excelentes (25.6 pts, 6.7 ast e 5.6 res), tem feito exibições assombrosas e em 9 jogos já nos deu mais highlights que qualquer outro jogador este ano. E alguém duvida que ele vai continuar a fazer isto até ao All Star e que em Fevereiro ninguém se vai lembrar que ele esteve de fora no primeiro mês e questionar a sua titularidade? Por isso, All Star com ele.

E All Star com LaMarcus Aldridge também, que está com mais de 20-10 de média, está a fazer uma (mais uma) excelente temporada ((22.2 pts, 10 res, 2 ast e 1.3 dl) e tem sido o melhor power forward a seguir a Anthony Davis.

Do lado do Este, James, Gasol e Wall também não precisam de explicação, pois não? Depois, Dwyane Wade? Sim, Dwyane Wade. Mas e Jimmy Butler? E Kyle Lowry? E Kyrie Irving? Considerei todos esses, mas a verdade é que todos perdem na comparação com o jogador dos Heat. O único que tem números semelhantes a Wade é Butler (21.3 pts, 5.9 ast, 3.5 res e 1.1 rb, com 52.5% em lançamentos para Wade; 21 pts, 3.3 ast, 5.7 res e 1.5 rb, com 48.7% em lançamentos para Butler) mas o jogador dos Bulls está a jogar bastante mais minutos (40 mins/jogo para Butler - máximo na NBA - e 32 para Wade) e quando comparamos os números por cada 36 minutos, Wade leva vantagem (23.7 pts, 6.5 ast, 3.9 res e 1.2 rb, contra 19 pts, 2.9 ast, 5.2 res 3 1.3 rb).
A verdade é que, sem se dar muito por isso, Wade está a fazer uma óptima temporada e tem sido, até agora, o melhor shooting guard no Este.

E, a seguir a Gasol, Bosh tem sido o melhor power forward deste lado dos Estados Unidos (21.6 pts, 8.2 res, 2.1 ast, com 50.7% em lançamentos de 2pts e 38.6% nos 3pts). E vá lá, depois de terem ficado sem LeBron, a equipa de Miami precisa de uma alegria. Por isso, dois jogadores dos Heat para o All Star.

Como disse lá em cima, as votações decorrem até 19 de Janeiro e até lá ainda posso mudar de ideias em alguma destas posições. Mais perto do All Star e antes de encerrar o escrutínio, farei uma nova votação e deixarei aí as minhas escolhas dessa altura. Mas para já, são estes os meus dez titulares.

12.12.14

Triplo Duplo - Episódio 7 (2ª temporada)


No TRIPLO DUPLO desta semana:

- o desmembramento dos Nets, que, aparentemente, estão disponíveis para trocar Deron Williams, Joe Johnson e Brook Lopez
- trocas possíveis para Rajon Rondo
- as séries de vitórias consecutivas de Warriors, Clippers e Cavs (a dos Cavs acabou ontem à noite, depois de gravarmos) e qual delas (se é que alguma) é maior candidata ao título
- a defesa melhorada (ou não) de James Harden
- e, como habitualmente, para terminar, o Wow da Semana


11.12.14

CONTRA-ATAQUE - Soltar o Adam Silver que há em mim


Depois de prever o triunfo dos Wizards a Este e vaticinar a vitória dos Mavericks a Oeste, esta semana, o Ricardo Brito Reis decidiu soltar o Adam Silver que há em si:





Soltar o Adam Silver que há em mim

por Ricardo Brito Reis

Esta crónica deveria ser sobre a época dos Knicks. Com 20 derrotas em 24 jogos, a equipa de Nova Iorque está "nas bocas do mundo" do basquetebol e não é por bons motivos. Mas confesso que, assim que comecei a escrever o texto, logo surgiram mais algumas notícias sobre a actualidade dos comandados por Derek Fisher (serão mesmo comandados por ele?) e perdi a vontade de me juntar ao coro de maldizentes.

Por isso, vou continuar dentro da mesma linha das crónicas das duas últimas semanas. Lancei a confusão com a aposta numa final entre Dallas Mavericks e Washington Wizards e, depois das apostas colectivas, pensei em avançar com prognósticos para os prémios individuais entregues anualmente pela liga norte-americana. Mas isso não tinha piada, pois não? Então vamos mais longe.

Decidi vestir o fato de comissário da NBA e criar novos prémios para acrescentar aos do costume. E até acho que alguns deles podiam mesmo tornar-se uma realidade.


Equipa subvalorizada (All-NBA underated team):
Mike Conley (Memphis Grizzlies)
Kentavious Caldwell-Pope (Detroit Pistons)
Giannis Antetokounmpo (Milwaukee Bucks)
Brandan Wright (Dallas Mavericks)
Nikola Vucevic (Orlando Magic)

Neste cinco, tenho que sublinhar um nome em particular: Mike Conley.
Os Memphis Grizzlies são uma equipa de dimensão mais defensiva do que ofensiva e, por isso, têm pouco tempo de antena nos «highlights» diários. Mas são uma grande equipa e as grandes equipas são normalmente comandadas por um grande base. Conley é esse grande base e é, de longe, o jogador mais subvalorizado da NBA.
Depois da melhor temporada da carreira em 2013/14 (17.2pts, 2.9 rs, 6.0 as), o point guard dos Grizzlies está com números muito idênticos neste início de época (16.9 pts, 2.8 rs, 6.1 as), mas a grande diferença é que, este ano, a formação da cidade de Elvis Presley está a jogar melhor no meio-campo atacante e grande parte dessa melhoria tem assinatura de Conley. No 5º lugar do ranking de eficiência ofensiva (pontos marcados por cada 100 posses de bola), o conjunto de Memphis está a beneficiar do crescimento e maturação do base.
A sua capacidade de leitura do jogo é extraordinária, o que, aliada à excelente técnica individual – é praticamente ambidextro (neste caso, será ambicanhoto?!) - , lhe permite tomar quase sempre a melhor decisão. E some-se a tudo isto um máximo de carreira na eficácia no lançamento longo (43.9%).


Jogador que parece-que-desaprendeu-de-jogar (Most unimproved player):
Lance Stephenson (Charlotte Hornets)

Os seus registos estatísticos no capítulo do lançamento dizem tudo. Marca menos pontos por jogo este ano (10.5) do que no ano passado nos Pacers (13.8), em que até partilhava o campo, e a bola, com Paul George. A sua eficácia de «tiro» diminuiu drasticamente (de 49.1% para 38.7% em lançamentos de campo, incluindo uns horríveis 15.9% nos triplos) e a sua equipa está a ressentir-se. E já se fala do seu nome envolvido em potenciais trocas…


Jogador ofensivo (Offensive player of the year):
Chris Paul (L.A. Clippers)

À primeira vista, o nome de James Harden parece assentar como uma luva neste prémio, mas a verdade é que o base dos Clippers é o jogador da NBA com mais influência no ataque da respectiva equipa. Entre os jogadores com um mínimo de dez jogos disputados e média superior a 24 minutos/jogo, CP3 lidera o ranking da eficiência ofensiva individual (pontos marcados por cada 100 posses de bola em que a equipa marca enquanto o atleta em causa está em campo), com um registo de 116.7.


Jogador internacional (International player of the year):
Marc Gasol (Memphis Grizzlies)

Para perceber o porquê, basta lerem o artigo que o Márcio escreveu ontem.


Treinador rookie (Rookie coach of the year):
Steve Kerr (Golden StateWarriors)

Os Warriors têm a melhor defesa da NBA (não sou eu que o digo, mas os rankings de eficiência defensiva), porque Kerr encontrou um sistema que lhes permite defender melhor no geral, mas em particular o pick & roll e os lançamentos de maior eficácia, ou seja, nas áreas mais próximas do cesto. Mas o maior mérito de Kerr é mesmo o de ter sabido lidar com a herança de Mark Jackson, um treinador com registos acima das 50 vitórias/ano e querido pelos jogadores. E tudo sem qualquer tipo de experiência de treino!


P.S.: Fãs dos Knicks, escusam de agradecer.

10.12.14

El MVP


Neste momento, no top 10 da NBA na Corrida para o MVP, temos: LeBron James, o candidato crónico; Stephen Curry, o favorito de muitos; Anthony Davis, o novo menino bonito da liga, que tem os números individuais, mas não tem o recorde colectivo; James Harden, que entra na corrida graças à sua defesa melhorada; LaMarcus Aldridge e Blake Griffin, que continuam a ser dos melhores power forwards da liga; Klay Thompson, Kyle Lowry e Jimmy Butler, que com os seus excelentes começos de temporada, são os candidatos surpresa; e depois temos aquele que menos atenção mediática (e também menos reconhecimento dos fãs) recebe, mas que é só o líder da corrida: Marc Gasol.

Também nós temos sido cúmplices dessa injustiça e ainda não lhe demos o devido destaque este ano, por isso vamos lá corrigir isso.


Gasol tem sido não só um dos melhores postes, mas um dos melhores jogadores da liga nas últimas temporadas. Os seus números e o seu jogo podem não ser os mais vistosos, mas muitas das suas contribuições não são visíveis a "olho nú" (para além de pontos, ressaltos, assistências e afins, os seus passes - dos que podem não dar assistência, mas iniciam movimentações ofensivas -, a sua ocupação do espaço, as suas ajudas e rotações defensivas são exemplares) e é um daqueles casos de um jogador que é muito melhor e muito mais importante do que as estatísticas tradicionais mostram.

Em 2012-13 foi o Defensor do Ano e desde 2009-10 (o seu segundo ano na liga) que a defesa dos Grizzlies não termina a temporada fora do top 10. Se dúvidas havia sobre a sua importância na equipa e o seu impacto em campo, no ano passado os Grizzlies tiveram um recorde de 40-19 com ele e 10-13 nos dois meses em que ele esteve de fora por lesão.

Os seus números já eram bons e mantiveram-se regulares nos últimos 5 anos (cerca de 14 pts e 8 res, 3 ast, 2 dl e 1 rb por jogo), mas este ano elevou o seu jogo a um nível inédito. O poste espanhol dos Grizzlies está a fazer a melhor temporada da sua carreira (20 pts, 8.3 res, 3.9 ast, 1.5 dl e 1 rb; e 23.4 de PER) e a está a fazer coisas em campo que nunca fez (ou nunca fez tão bem).

Uma das razões para tal é a excelente forma física em que apresenta este ano. Gasol diz que, no Verão, cortou o açúcar, os refrigerantes e os alimentos processados da sua alimentação, reduziu também os hidratos de carbono e as carnes vermelhas e aderiu a uma dieta semi-vegetariana.

Este era Marc Gasol na época passada:


E este é Marc Gasol em 2014-15:


Está mais leve e mais móvel e, como consequência disso, melhor jogador no ataque e com um arsenal ofensivo mais variado.
Já era, e continua a ser, um excelente passador, um bom lançador de meia distância e um bom atacante a poste baixo. Mas este ano, para além disso, podemos vê-lo a correr na transição ofensiva, a entrar como trailer no contra-ataque e a receber a bola em movimento como nunca antes o vimos fazer. Podemos vê-lo também a ameaçar o lançamento, a meter o drible e atacar o cesto em penetração (algo que só fazia, normalmente, a partir de poste baixo). Como resultado disso, está a conquistar mais lances livres e a marcar mais pontos que nunca.

Essa maior mobilidade e velocidade também se reflecte do outro lado do campo, onde, se já era um dos melhores defensores interiores da liga (se não o melhor), está ainda melhor na ocupação de espaço, nas ajudas e rotações.

À excepção de Anthony Davis, nenhum outro jogador daquela lista de candidatos lá em cima tem tanto impacto dos dois lados do campo como Gasol. E é o justo, ainda que menos mediático e reconhecido, MVP do que levamos de temporada.

8.12.14

Kaboom by NBA


Qual Quidam by Cirque du Soleil qual quê. Querem ser transportados para um mundo mágico de acrobacias aéreas inspiradoras? Deixem-se encantar por "Kaboom" by NBA, com Giannis Antetokounmpo, Jon Leuer, Andre Drummond e Russell Westbrook:

Giannis: - Afundanço da noite, já não me escapa!


Jon: - Se calhar não, Giannis, se calhar não...


Andre: - Por favor, isso é o vosso melhor?


Russell: - Miúdos, com licença:


Giannis, Jon, Andre: - ...

público: (ovação em pé, palmas apoteóticas) Bravo! Bravo! Bis, Bis!