28.1.15

Os nossos restantes All Stars



Depois de revelados os eleitos pelo público para titulares do All Star Game, serão anunciados amanhã os escolhidos pelos treinadores para preencher o banco no jogo das estrelas. Por isso, tal como fizemos para os titulares, antes de saírem as escolhas oficiais, aí ficam as nossas (os treinadores têm de escolher três jogadores de frontcourt, dois de backcourt e dois wild cards, portanto, foram essas, naturalmente, as regras que seguimos):


ESTE

Titulares
John Wall
Kyle Lowry
LeBron James
Carmelo Anthony
Pau Gasol

Os nossos suplentes
Chris Bosh
Al Horford
Paul Millsap

Dwyane Wade
Jimmy Butler

Jeff Teague
Kyrie Irving

Wade e Bosh já estavam entre os nossos titulares, por isso, têm, naturalmente, lugar entre os nossos suplentes. Jimmy Butler era, até ao seu abrandamento recente, um candidato ao cinco inicial e tem também um lugar seguro neste banco. Depois, Horford, Teague e Millsap? Sim, os Hawks são a melhor equipa do Este, estão a jogar muito melhor que todas as outras e se os números não chegavam para algum deles ser titular (apesar dos Hawks serem a melhor equipa, o seu ponto mais forte está no colectivo e nenhum deles está, individualmente, com melhores números ou a fazer uma melhor época que os jogadores que escolhemos), é mais do que suficiente para marcarem presença neste banco (e um prémio mais que justo).

Depois, a última vaga. Esta foi a mais difícil. Nos Raptors, Wizards, Bucks e Nets não há nenhum candidato com argumentos suficientes (Brandon Knight está a fazer uma boa temporada, mas ainda está uns furos abaixo). Nos Bulls, Noah tem passado metade da época lesionado e está a fazer uma temporada bem abaixo da anterior e Derrick Rose só agora é que está a regressar ao seu nível. Nos Hornets, Al Jefferson está um furo ou dois abaixo do seu melhor e Kemba Walker, idem de Brandon Knight. Nos Heat, para além de Bosh e Wade, mais ninguém justifica a candidatura. Nos Pistons, Brandon Jennings (mesmo antes da lesão e quando contava para estas contas) só começou a jogar bem após a saída de Josh Smith. Greg Monroe e Andre Drummond foram os dois melhores Pistons desde o início da época e eram dois candidatos fortes a esta vaga.
Mas quem fica com ela é Kyrie Irving, que, apesar dos altos e baixos dos Cavs, está a fazer uma temporada ao seu nível e apesar de dividir o campo com LeBron está com uma média de pontos mais alta que no ano passado (21.3 este ano, 20.8 em 2013-14). E continua a ser um dos melhores bases deste lado dos Estados Unidos.



OESTE

Titulares
Stephen Curry
Kobe Bryant
Blake Griffin
Anthony Davis
Marc Gasol

Os nossos suplentes
Kevin Durant
LaMarcus Aldridge
DeMarcus Cousins

Russell Westbrook
James Harden

Damian Lillard
Klay Thompson 
Chris Paul

LaMarcus Aldridge e Russell Westbrook eram titulares para nós, por isso, claro que têm lugar neste banco. Tal como James Harden, que se podia perder para Westbrook na luta pela titularidade, é indiscutível no All Star. Kevin Durant, com apenas 21 jogos realizados esta temporada, ficou de fora do cinco, mas não pode ficar de fora do All Star. Apesar de ter menos jogos que outros candidatos, nos jogos que fez tem, como habitualmente, números e exibições de elite.

E DeMarcus Cousins não pode continuar a ser castigado por estar numa equipa com donos e dirigentes incompetentes. Os Kings tiveram um óptimo começo, Cousins estava a fazer uma excelente temporada e depois decidiram despedir o treinador. Desde aí a equipa voltou à mediocridade e Cousins voltou ao lugar familiar de fazer grandes números numa equipa que não está a lutar por nada. Mas se em anos anteriores, ele, tal como a equipa, tinha ainda de evoluir, este ano não merece pagar pelos erros dos outros. Se os Kings estivessem mais acima na classificação, seria indiscutível nesta lista. E com 24.2 pts, 12.6 res, 3.2 ast e 25.7 de PER não pode ficar de fora (é um de apenas três jogadores na liga com médias de 20-10)

Depois, devido à lesão de Kobe, temos uma vaga extra, o que nos facilita a vida. Assim, não somos obrigados a fazer uma escolha impossível entre Thompson, Lillard e Paul e podemos colocar os três.

(resta-nos pedir desculpas a Monta Ellis, Mike Conley, Dwight Howard, Tim Duncan e Ty Lawson, que tinham argumentos para serem considerados, mas perdem na comparação; Estão a fazer temporadas muito boas e se calhar noutro ano seriam escolhidos, só que os outros estão a jogar ainda melhor)

25.1.15

This is the end?



Interrogámo-nos se seria quando Kobe se lesionou no joelho e perdeu a temporada passada. Agora, depois de mais uma lesão que o vai fazer perder o resto da temporada, a interrogação volta a ser inevitável.

Nesse Dezembro de 2013, não nos quisemos precipitar porque acreditávamos que se havia alguém capaz de desafiar o fisicamente normal era Kobe. Aquela lesão no joelho podia ser apenas um azar, uma lesão daquelas que pode acontecer a qualquer jogador em qualquer altura da carreira. Mas, perguntámo-nos, também podia ser um sinal de que o corpo de Kobe estava a começar a dar de si.

E este ano mostrou-nos que está. Ao início, parecia que não, que Kobe tinha regressado aos 36 anos ainda capaz de jogar a um nível alto. A equipa era medíocre e ele regressou aos seus tempos de "lone gunman", a tentar fazer tudo sozinho como nos tempos de Smush Parker e Kwame Brown, mas isso é outra história. Kobe estava a jogar mais de 35 minutos por jogo, a lançar como se estivéssemos em 2006 e parecia desafiar a sua idade.

Só que ao fim de 27 jogos, Kobe mostrou que é humano e que o seu corpo já não aguenta esse ritmo durante 82 jogos. E aquilo que escrevemos naquele Dezembro parece, infelizmente, estar a confirmar-se:

"Há um limite para o que o corpo de um atleta aguenta e mesmo com os avanços na medicina desportiva, ainda ninguém consegue vencer o Tempo. Mesmo jogadores que conseguem estender a carreira até idades avançadas e que se mantiveram sem lesões graves até essas idades, chegam a uma altura em que as lesões começam a aparecer recorrentemente. Foi o que aconteceu por exemplo com Steve Nash, que parecia imortal até aos 38 anos (sempre a alto nível e sem nenhuma paragem prolongada) e que agora não se consegue manter saudável. Foi o que aconteceu a Jason Kidd que jogou a bom nível até aos 40 e depois caiu muito rapidamente. É o que parece estar a acontecer também a Kevin Garnett e Paul Pierce, que parece que envelheceram 6 anos em apenas um.

A verdade é quanto mais velho um jogador, mais peso tem mais um ano. A partir dos 30 e muitos (para uns pode ser aos 35, para outros aos 40), a degradação física é cada vez mais rápida."

Byron Scott já fez "mea culpa" e reconheceu que devia ter gerido melhor os minutos de Kobe. E é verdade que isso pode ter pesado e contribuído para esta lesão. Mas o facto incontornável é que o corpo de Bryant está a chegar ao seu limite. Nunca ninguém venceu o Tempo e Kobe Bryant não será o primeiro.

Será então este o fim? Será que vai terminar assim a carreira de um dos melhores jogadores de sempre? Acreditamos que não, simplesmente porque Kobe deve ser o jogador mais teimoso que já pisou um campo da NBA e é aí, dentro de campo, que vai querer terminar a carreira. Só por isso, deve fazer tudo para regressar e jogar no próximo ano.

Para já, pelo menos mantém o sentido de humor:


Acreditamos, portanto, que não foi a última vez que vimos Kobe Bryant num campo da NBA. Mas também acreditamos que nunca voltará a ser o mesmo. Se já não era antes, agora a próxima temporada será, quase de certeza, a temporada de despedida. Kobe regressará para pisar pela última vez os campos onde nos encantou (e exasperou, e deliciou, e irritou, e maravilhou) tantas vezes. E para nos despedirmos.

O período mais "on fire" de sempre


Sem mais palavras, deixamos aqui para a posteridade a noite histórica de Klay Thompson:


O jogador dos Warriors, para além de ter igualado o recorde de pontos desta temporada (os 52 de Mo Williams), entrou para a história da NBA como o jogador com mais pontos num período:



Foram 37 pontos, 13 em 13 em lançamentos de campo e 9 em 9 em triplos no período mais "on fire" de sempre:

A decisão de não o terem trocado por Kevin Love deve estar a parecer mais acertada que nunca, não é?

Leituras de Jogo


Domingo, dia de ficar no sofá a ver filmes e séries de enfiada a pôr a leitura em dia. Aí ficam as nossas sugestões para hoje:

- No Grantland, Jonathan Abrams pede para deixarmos de chamar subvalorizado a Mike Conley e recorda o percurso do base dos Grizzlies até à elite de bases da NBA. Uma óptima reportagem sobre um dos jogadores menos reconhecidos da liga.

- Será que os Lakers não cuidaram de Kobe como deviam? Será que podiam ter feito mais para evitar esta lesão? Baxter Holmes tenta responder as essas questões neste artigo para a ESPN.



22.1.15

CONTRA-ATAQUE - Quem quer tocar no Larry?


A presença do troféu Larry O'Brien em Portugal (hoje, na Sport TV) serve de mote ao Contra-Ataque do Ricardo Brito Reis desta semana:


Quem quer tocar no Larry?

por Ricardo Brito Reis

A iniciativa da SportTV de permitir que, esta quinta-feira, os adeptos portugueses da NBA possam tirar fotografias com o troféu Larry O’Brien serviu de mote para a crónica desta semana. Afinal, o que falta às melhores equipas da liga norte-americana para se tornarem verdadeiros candidatos a marcar presença nas Finais e poderem, elas também, ter a oportunidade de tocar no troféu de campeão? Será que estas equipas vão retocar os respectivos plantéis, através de trocas ou da contratação de free agents, por forma a eliminar os problemas que têm revelado nesta primeira metade da época? Esta semana, debruço-me sobre os cinco conjuntos do Este que se destacam dos demais e que, na minha opinião, são as únicas formações desta conferência com hipóteses de lutar pelo título.

Atlanta Hawks (35-8)
Há dias escrevi aqui sobre as razões do sucesso dos Hawks. Na altura, sublinhei também algumas das suas lacunas. A formação de Atlanta precisa de uma maior presença nas zonas interiores e, sobretudo, quando a luta é na tabela atacante. O treinador Mike Budenholzer privilegia uma boa transição defensiva a uma segunda oportunidade no ataque e, talvez por isso, os Hawks são a pior equipa da NBA no ranking dos ressaltos ofensivos (8.4) e nos pontos após ressalto ofensivo (10.5), para além de ocuparem a 23ª posição nos pontos marcados na área restrictiva (41.0). Como referi na crónica sobre os Hawks, este factor poderá ser importante nos playoffs, frente a equipas com atletas grandes nas áreas próximas do cesto.

Washington Wizards (29-14)
O que dizer de uma equipa que parece ter tudo, pelo menos no papel? Que é preciso melhorar a eficácia da linha de lance livre. Os Wizards são uma das equipas mais completas do Este, com um backcourt de excepção e jogadores interiores dominadores. É verdade que o número de perdas de bola preocupa – são a 12ª equipa da liga com mais turnovers, com 14.8/jogo -, mas este número vai baixar nos playoffs, quando tudo abranda e se joga mais em meio-campo. Mas, para serem candidatos ao que quer que seja, não podem lançar apenas 73.9% da linha de lance livre. E talvez precisem de mais um atirador para a rotação, pelo que não é de estranhar o alegado interesse em contratar Ray Allen e em voltar a juntá-lo ao seu amigo de longa data Paul Pierce.

Toronto Raptors (27-15)
Os canadianos são um daqueles casos de uma equipa cujo foco é ganhar jogos a marcar mais pontos do que os adversários. De facto, não são uma grande equipa defensiva e a ausência de um poste que proteja o cesto é evidente. O lituano Jonas Valanciunas não é um grande defensor e isso ajuda a explicar que os Raptors sejam a 20ª equipa da NBA no ranking do rácio defensivo (104.5 pontos sofridos por cada 100 posses de bola dos adversários), para além de que estão no top-10 das equipas que mais pontos permitem na área restrictiva (43.2) e no top-5 das formações que mais pontos permitem após ressalto ofensivo dos adversários (14.3). E, no ataque, não podem estar tão dependentes do base Kyle Lowry.

Chicago Bulls (27-16)
Tal como os Wizards, os Bulls têm todas as peças. Na teoria. Os comandados por Tom Thibodeau não têm maus registos em todas as áreas do jogo, mas também já não são a força defensiva que foram nos últimos anos. Nas épocas mais recentes, os Bulls têm estado no top-3 dos vários rankings defensivos e, este ano, estão a meio dessas tabelas. De facto, nota-se uma diminuição da intensidade defensiva dos jogadores de Chicago, o que os leva a ser a 3ª equipa da NBA que menos roubos de bola faz (6.2) e, consequentemente, uma das que menos pontos marca após turnovers dos adversários. No entanto, o factor mais importante para estes Bulls serem um verdadeiro candidato é a saúde das suas «estrelas», como Derrick Rose e Joakim Noah. Sem lesões, os Bulls podem sonhar.

Cleveland Cavaliers (23-20)
Os responsáveis dos Cavaliers identificaram bem cedo que os maiores problemas da equipa estavam no meio-campo defensivo. Os Cavs apresentam vários indicadores negativos, no que diz respeito ao desempenho defensivo da equipa, e as recentes chegadas de Iman Shumpert e Timofey Mozgov servem para colmatar essas fraquezas. O poste russo está a assentar que nem uma luva e Shumpert, quando recuperar da lesão no ombro, também deverá ser um upgrade à defesa do perímetro. Assim que o base entrar no cinco inicial, J.R. Smith regressa ao banco e, nessa altura, veremos se tudo bate certo ou se a rotação do técnico David Blatt ainda precisa de mais alguém.
  

Na próxima semana, farei o mesmo exercício no Oeste. Terei trabalho a dobrar, portanto.

21.1.15

Os nossos All Stars


Terminaram ontem as votações para o All Star e serão anunciados amanhã os eleitos pelos fãs para o cinco inicial de cada conferência. Mas antes de saírem as escolhas oficiais, deixamos aí as nossas, como prometido.

Em Dezembro, quando abriu a votação, deixámos aí as nossas primeiras escolhas. Íamos com pouco mais de mês e meio de temporada, ainda faltavam 36 dias para fechar as votações, e estes eram os nossos All Stars até àquele momento:


"Do lado do Oeste, Curry, Gasol e Davis acho que não precisam de explicação. Depois, Russell Westbrook? Sim, Russell Westbrook. Apesar dos poucos jogos que fez, está com números excelentes (25.6 pts, 6.7 ast e 5.6 res), tem feito exibições assombrosas e em 9 jogos já nos deu mais highlights que qualquer outro jogador este ano. E alguém duvida que ele vai continuar a fazer isto até ao All Star e que em Fevereiro ninguém se vai lembrar que ele esteve de fora no primeiro mês e questionar a sua titularidade? Por isso, All Star com ele.

E All Star com LaMarcus Aldridge também, que está com mais de 20-10 de média, está a fazer uma (mais uma) excelente temporada (22.2 pts, 10 res, 2 ast e 1.3 dl) e tem sido o melhor power forward a seguir a Anthony Davis.

Do lado do Este, James, Gasol e Wall também não precisam de explicação, pois não? Depois, Dwyane Wade? Sim, Dwyane Wade. Mas e Jimmy Butler? E Kyle Lowry? E Kyrie Irving? Considerei todos esses, mas a verdade é que todos perdem na comparação com o jogador dos Heat. O único que tem números semelhantes a Wade é Butler (21.3 pts, 5.9 ast, 3.5 res e 1.1 rb, com 52.5% em lançamentos para Wade; 21 pts, 3.3 ast, 5.7 res e 1.5 rb, com 48.7% em lançamentos para Butler) mas o jogador dos Bulls está a jogar bastante mais minutos (40 mins/jogo para Butler - máximo na NBA - e 32 para Wade) e quando comparamos os números por cada 36 minutos, Wade leva vantagem (23.7 pts, 6.5 ast, 3.9 res e 1.2 rb, contra 19 pts, 2.9 ast, 5.2 res 3 1.3 rb).
A verdade é que, sem se dar muito por isso, Wade está a fazer uma óptima temporada e tem sido, até agora, o melhor shooting guard no Este.

E, a seguir a Gasol, Bosh tem sido o melhor power forward deste lado dos Estados Unidos (21.6 pts, 8.2 res, 2.1 ast, com 50.7% em lançamentos de 2pts e 38.6% nos 3pts). E vá lá, depois de terem ficado sem LeBron, a equipa de Miami precisa de uma alegria. Por isso, dois jogadores dos Heat para o All Star.

Como disse lá em cima, as votações decorrem até 19 de Janeiro e até lá ainda posso mudar de ideias em alguma destas posições. Mais perto do All Star e antes de encerrar o escrutínio, farei uma nova votação e deixarei aí as minhas escolhas dessa altura. Mas para já, são estes os meus dez titulares."


Entretanto, 36 dias depois, fizemos a nova votação. E os nossos eleitos finais foram estes:



Sim, são os mesmos da primeira votação. Vamos lá às justificações:

Do lado do Oeste, Curry, Davis e Gasol continuam a não merecer contestação. São o melhor base, o melhor power forward e o melhor poste da época até agora. 
Depois, se em Dezembro havia dúvidas entre LaMarcus Aldridge e Blake Griffin, continuamos a pensar que Aldridge leva vantagem, tem sido o melhor power forward a seguir a Davis, continua a liderar os Blazers na boa temporada que estão a fazer e merece a titularidade.

Para terminar, Westbrook e não Harden? Sim, o base de OKC tem números tão bons ou melhores que os de Harden (25 pts, 6 res, 7.4 ast, 2.4 rb para RW; 27.1 pts, 5.6 res, 6.7 ast, 1.9 rb para JH) e na defesa é muito melhor (e, portanto, no impacto total e na produção total para a equipa leva vantagem). No All Star Game não se defende? Sim, mas não estamos aqui a escolher os melhores jogadores ofensivos. Estamos a escolher os melhores jogadores. 
E tudo aquilo que dissemos em Dezembro só foi reforçado entretanto. Westbrook continua com números excelentes, continua a fazer exibições assombrosas e continua a oferecer-nos mais highlights que qualquer outro jogador. Por isso, All Star com ele, sem dúvida.

Do lado do Este, James e Gasol continuam a não merecer contestação.
Depois, John Wall. A escolha do base dos Wizards não é unânime e muitos preferem Kyle Lowry. Também hesitámos entre os dois. Mas apesar da excelente temporada que Lowry está a fazer (merece sem dúvida ser All Star; e será, com certeza, escolhido para suplente), Wall leva vantagem nas assistências e continuamos a pensar que é melhor condutor e distribuidor que Lowry. Para além disso, Lowry beneficia um pouco do "efeito surpresa" (Wall está a fazer o que se espera dele; Lowry está a superar as expectativas). E não conseguimos encontrar argumentos suficientes para desalojar Wall do lugar.

E porque não Lowry e Wall no backcourt? Porque Lowry também perde no duelo individual para Wade. Sem se dar por isso, o jogador dos Heat continua a fazer a sua melhor temporada desde 2011 e não tem havido melhor shooting guard no Este (Jimmy Butler, que já perdia na comparação em Dezembro, baixou um pouco os números e o rendimento desde aí).

E Bosh continua a fazer a sua melhor temporada desde os tempos em que jogava nos Raptors e continua a ser o melhor power forward deste lado dos Estados Unidos a seguir a Gasol. Dois jogadores dos Heat pode parecer exagerado, mas que podemos fazer? É verdade que outras equipas estão melhor que os Heat, mas nenhum dos seus jogadores ultrapassa Wade e Bosh em rendimento individual. Eles têm sido individualmente melhores que os outros e não conseguimos retirar nenhum deles daqui.

E, pronto, foram estes os nossos votos. Concordam, discordam, escolheram os mesmos ou acham que estamos loucos e nem por sombras escolhiam estes? Deixem aí os vossos bitaites.

20.1.15

Quem quer posar com o Larry?


Pessoal, quem quer tirar uma foto com o troféu Larry O'Brien? A Sport TV está a oferecer essa oportunidade única aos fãs portugueses (ou de Lisboa e arredores, pelo menos):


O troféu anda em tournée pelo mundo e vai estar em exposição na Sport TV esta quinta-feira, das 17h às 19h. Para ver o troféu e tirarem uma fotografia junto do mesmo, só precisam de se inscrever (enviar um email para passatempos@sporttv.pt, com o nome completo e a idade). O email é o dos passatempos, mas as visitas não são por sorteio, são para todos os que se inscreverem.

Por isso, vamos lá encher a Sport TV de fãs da NBA e mostrar que Portugal não é um país só de futebol. Digam que vão da minha parte e perguntem-lhes quando é que me contratam. :)